Residencial na Rua do Acre, no Centro, teve as 153 unidades vendidas em duas horasDivulgação

Os investidores estão de olho na rentabilidade dos estúdios. Prova disso é que o Grupo CTV vendeu em duas horas os 153 compactos do Áureos Rio Residencial, retrofit do prédio onde funcionou a Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ), na Rua do Acre, 21, Centro do Rio. Foram R$ 56 milhões de VGV (Valor Geral de Vendas) alcançados na pré-venda, realizada nesta quinta-feira.
A abertura de vendas estava prevista para hoje, com valores a partir de R$ 289 mil. De acordo com Guilherme Mororó, diretor Comercial e de Marketing do Grupo CTV, o mercado costuma abrir um dia antes a comercialização para os investidores. “A pressão estava muito grande. Tivemos investidores comprando até oito unidades. São clientes de várias regiões do país e até do exterior”, afirma Mororó. Do total de unidades, 75% foram vendidas pela Lopes Rio.
"Nós temos visto uma recuperação importante do Centro do Rio, com lançamento de venda de unidades residenciais. Esse reaquecimento é fruto do trabalho que vem sendo feito ao longo dos últimos anos para revitalizar a Região Central", destaca Osmar Lima, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico.
Gustavo Guerrante, secretário de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento, complementa que cada novo empreendimento residencial no Centro representa mais do que a chegada de novas moradias: é a prova de que a região voltou a ser desejada. “O Reviver Centro já vem transformando essa dinâmica, com milhares de unidades licenciadas e a atração de atividades culturais e econômicas que fortalecem a dinâmica da cidade”, afirma Guerrante.
Leonardo Schneider, vice-presidente do Secovi Rio (Sindicato da Habitação), concorda e destaca que isso acontece porque na região há todo um incentivo em relação à parte fiscal, não só para a construtora, como para quem está investindo. “Além disso, é um bairro que tem várias opções de mobilidade e um bom custo-benefício”, explica Schneider.
Ele lembra que, assim como o Áureos, muitos desses projetos são retrofit, o que traz um tom cultural histórico e mantém a identidade do empreendimento. “Tudo isso totalmente renovado, pois são apartamentos menores, já dentro desse novo formato de habitação. O Centro é uma grande oportunidade de investimento e de valorização. Então, veremos mais empreendimentos e teremos mais projetos imobiliários de muito sucesso na região”, prevê Schneider.