Programa Minha Casa, Minha Vida teve crescimento de 11,9% no número de unidades lançadas no segundo trimestreFreepik
Número de imóveis lançados aumenta 11,4% no país
Minha Casa, Minha Vida e Médio e Alto Padrão tiveram bons resultados no segundo trimestre
Resiliência no mercado imobiliário brasileiro, mesmo em um cenário de juros altos com a Selic a 15% ao ano. O número de novas unidades colocadas à venda aumentou 11,4% no segundo trimestre, na comparação com o mesmo período de 2024. Com relação ao valor, o avanço foi ainda maior, fechando em 19,1%.
O resultado foi impulsionado tanto pelos empreendimentos do Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), que tiveram crescimento de 11,9%, quanto pelo segmento de Médio e Alto Padrão (MAP), que chegou a 8,3% no segundo trimestre. Sobre o valor lançado, o destaque é o avanço de 37,2% nos projetos do MAP. Já no MCMV, a alta foi de 9,4%. Os dados são dos Indicadores Abrainc/Fipe, da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias, em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas.
O estudo indica ainda que, em relação aos estoques, o nível do Médio e Alto Padrão pode ser consumido em 13 meses de venda e, no MCMV, o prazo é de 10 meses. Para a associação, ambos estão em nível considerado adequado. Luiz França, presidente da Abrainc, destaca a força do setor, mas ele faz um alerta sobre o peso dos juros elevados no crédito habitacional do MAP. “A taxa média de financiamento no SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) passou de TR (Taxa Referencial) mais 7,4% para TR mais 12,5% em apenas quatro anos, o que reduziu em 50% o público capaz de adquirir um imóvel de R$ 500 mil. A cada aumento de 1 ponto percentual, cerca de 160 mil famílias deixam de ter acesso ao financiamento imobiliário. Esse cenário evidencia a necessidade de ampliar e diversificar as fontes de funding (sistema de captação de recursos para financiar os investimentos do setor), de forma a garantir taxas mais compatíveis com a realidade brasileira”, observa França.

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