O diretor Halder Gomes (de barba) posa com parte do elenco - Globo / Estevam Avellar
O diretor Halder Gomes (de barba) posa com parte do elencoGlobo / Estevam Avellar
Por Gabriel Sobreira

Rio - O cinema Roxy, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, foi a escolha da Globo para receber, hoje, elenco e imprensa no lançamento de 'Cine Holliúdy', série com direção de Halder Gomes e Renata Porto D'Ave, que estreia dia 7 de maio no canal. A produção, cujo primeiro episódio foi exibido para os convidados, é baseada no longa-metragem homônimo escrito e dirigido por Gomes. Artistas como Heloísa Périssé, Matheus Nachtergaele, Falcão, Edmilson Filho participaram do evento.

"A sensação de nesse dia (7 de maio) ligar a TV depois da novela e ver a nossa série. É tão diferente de tudo que já fiz. Só posso dizer que é uma alegria medonha mesmo. 'Medonha' no Ceará é um superlativo de dez, 'tanto que bom'", brinca Gomes, que é cearense, assim como os atores Edmilson Filho (Francisgleydisson), Haroldo Guimarães (Munízio), Carri Costa (Lindoso), Solange Teixeira (Dona Belinha) e Frank Menezes (delegado Nervoso), entre outros.

BASTIDORES

Para gravar a produção, elenco e produção passaram três meses em Areias, no interior do Ceará. Segundo Heloísa Périssé, que vive a perua e primeira-dama Maria do Socorro, até hoje eles se acionam pelas redes sociais. E por conta da convivência, as brincadeiras entre eles eram intensas nessa temporada no Nordeste. "Tenho pânico de lagartixa. E lá em Areias tinha muita, é briba que chamam. E um dia, cheguei de madrugada no quarto, abri a porta e já olhei o quarto todo antes de entrar. De repente, vejo uma lagartixa na parede, saí correndo gritando por socorro. Aí chegam os palhaços (colegas de produção) e falam que é de mentira, que foram eles que colaram ela lá", lembra, aos risos.

A trama narra as aventuras de Francisgleydisson (Edmilson Filho), que é dono de um cinema na pequena cidade de Pitombas, no interior do sertão cearense. A vida dele muda quando o prefeito Olegário (Matheus Nactergaele) instala na praça da cidade a TV que comprou com dinheiro público para a primeira-dama. Tudo para evitar ser deposto do cargo público por desvio de verbas. A medida alegra o público, mas entristece Francisgleydisson, que vê o movimento do cinema diminuir e resolve ele mesmo fazer seus próprios filmes a fim de reconquistar a clientela.

"Teve até um rapaz que me perguntou: 'o filme é a história da briga do cinema contra a TV e agora vocês foram para a TV?'. Na verdade, o futuro foi quem contou essa história. O cinema não morre, ele continua vivo até hoje. A série se passa nos anos 1970, e estamos em 2019 e aqui vendo também em uma sala de cinema a série. Acho que tudo se complementa. A diferença agora é que esse nosso trabalho, graças a Deus, com o apoio de todos que contribuíram de alguma forma, a gente vai levar para o grande público. Poder contar essas histórias do Ceará, do Nordeste para o Brasil todo. E espero que seja o primeiro passo, porque o Brasil é grande e temos histórias para contar do país todo. Quero ver histórias de Goiás, Rio Grande do Sul, Amazonas", torce Edmilson Filho, o protagonista da trama.

Segundo Claudio Paiva, que assina a adaptação do texto do cinema para a TV, ao lado de Marcio Wilson, o novo formato exigia outros personagens (como a entrada da primeira-dama e o aumento da presença do prefeito). Segundo Paiva, a preocupação dele era de acomodar uma equipe que tinha feito um filme totalmente independente no Ceará com a indústria que é a Globo.

"Este casamento era fundamental para que o projeto saísse e desse resultado. Halder e o pessoal do filme estiveram sempre disponíveis a negociar/conversar, porque é difícil você estar ali e pensar: 'A TV Globo vai meter a mão e fazer uma lambança, vai atropelar a gente'. Nós tivemos um diálogo ótimo o tempo todo. Se teve baixaria, eu não sei (risos). E terminamos o projeto todos animados", afirma o roteirista.

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