Ivete SangaloDivulgação/Rafael Mattei
Olha, estou preparando um show lindo. Tenho o repertório do DVD, as novidades, e os sucessos dos 26 anos de carreira. O show vai durar uma hora. Vêm algumas novidades, uns hits, e a abertura do show é muito especial para mim, porque vou trazer uma reflexão muito particular minha, mas é tudo em caráter de novidade. E não podemos perder a ideia da duração, né?
Eu estou muito feliz porque no dia em que eu toco, vai tocar também a Dave Matthews Band, que é uma banda que eu adoro, que eu ouço em casa. Vou aproveitar o fato de eu estar lá para assistir. Queria também assistir o show de Iza e Alcione, que também está muito lindo. Enfim, por mim assistiria o festival inteiro.
Sem dúvida nenhuma, o DVD do Allianz Parque foi um DVD onde eu me sinto cada vez mais madura, dentro da ideia das coisas que eu quero fazer, quero cantar. Acho que foi um DVD lindo, a estética foi muito especial e uma entrega enorme. Foram quatro horas de show, com uma experiência de fato, como a gente propôs. Então eu acho que ali a minha personalidade veio muito à frente, aflorou bastante. Isso me deixa muito feliz e tranquila. Com um projeto tão grandão desse, eu fico feliz. E os meus fãs lá comigo, que é o grande barato da minha carreira. Essa minha relação com os fãs através da música, através de um relacionamento de 26 anos. Então é um encontro muito gostoso.
A gente se estruturou para isso. Assim que eu gravei, primeiro imaginamos como seria a mixagem. Existia uma pré-ideia da mixagem com toda a automação já imaginada. Assim que a música foi concebida, essa mixagem e essa masterização foram feitas da forma mais otimizada. Mas com muita tecnologia para que a gente pudesse obter isso o mais rápido possível, e disponibilizar digitalmente. E acabou dando certo já no primeiro dia, antes mesmo de lançar o DVD.
Bom, eu tenho 26 anos de carreira no Brasil e fora dele. Eu sempre toquei muito na Europa, nos EUA. E também tenho uma abrangência muito grande em países latinos. Isso faz parte da minha história. Já desde o comecinho eu vivo essa experiência. Gravar com esses artistas não necessariamente tem a ver só com o mercado, e sim com a relação que eu tenho com eles. De gostar das vozes, de gostar da interpretação. No caso do Alejandro Sanz, mais especificamente, também gosto da composição dele. Faz parte do meu trabalho, da minha história. E o idioma também é algo que eu gosto muito. Sou neta de espanhóis e o espanhol é um idioma com o qual eu tenho uma intimidade bem bacana.
O novo movimento dentro do mercado de marketing é assim. A gente tem como disponibilizar separadamente, em vez de ter que esperar o produto inteiro ficar pronto para a gente poder disponibilizar. A ideia foi maravilhosa, e eu acho que nessa velocidade que as coisas estão, é um modelo muito prático e muito dinâmico.
Olha, eu não me orgulho de ter tido essa atitude. Eu acho que foi, digamos assim, até irresponsável, porque com saúde não se brinca. Embora eu tenha um senso de responsabilidade altíssimo, mas hoje com a minha experiência eu acredito muito mais no discernimento, na coerência de entender que o corpo precisa de um tempo. Não só o corpo, a cabeça. O público é totalmente compreensível quando o assunto é sério.
Pressão existe a todo tempo, não importa como você está. Eu acho que a pressão também vem da gente mesmo. A gente ouve tantas coisas, “faça assim”, “seja assim”, que em algum momento você entra no padrão de pensamento de quem pressiona. No meu caso, também com a experiência de vida, eu entendi que nada disso se relaciona com o meu trabalho. Que o meu trabalho não depende definitivamente de estar dentro desses padrões. Isso eu concluí por experiência própria. Em nenhum momento da minha carreira senti que estava dentro ou fora da ideia do público a partir de um padrão visual, estético. Então eu realmente bani isso da minha cabeça já faz muitos anos. Eu sou uma pessoa da saúde, que prefere estar saudável, e isso não necessariamente está relacionado ao padrão estético.
A minha vida de mãe está muito sensacional. Minhas filhas são lindas, saudáveis e divertidas. A coisa que eu mais gosto de fazer com elas é tocar violão. E a gente toca violão, canta, dança, eu vou cantando as musiquinhas que elas habitualmente ouvem. Então a gente faz misto de teatro com música. Elas adoram. Elas participam. Têm um aprendizado. É muito gostoso.
As brincadeiras são muito cuidadosas. Ele é muito cuidadoso com elas. Eu acho que ele entende que é maior e ela são menores. Elas têm 1 ano e 7 meses. Mas eles brincam todos juntos. Ele brinca de se esconder, brinca de pegar. Toda aquela coisinha... ele é muito fofo com elas, muito delicado, muito carinhoso.
A calma. Embora a calma não seja o meu forte, mas hoje eu sou uma pessoa que cada vez mais pensa, respira e depois age. Acho que isso é maturidade. Também passei a ter mais paciência.




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