Mostra de teatro na Baixada

A partir de amanhã, festival oferece peças e oficinas a preços populares

Por Lucas França

'Abraços que Sufocam', da Trupe do M.E.R.D.A.
'Abraços que Sufocam', da Trupe do M.E.R.D.A. -

Rio - A 14ª Mostra Baixada em Cena volta ao local de origem para festejar o teatro com 11 peças, uma intervenção e quatro oficinas. O festival, que vai de domingo até 4 de novembro, se divide entre o Teatro Sylvio Monteiro, em Nova Iguaçu, e o Centro Cultural Oscar Romero, em Mesquita. Coordenada pela Rede Baixada em Cena, a mostra deste ano retorna para o lugar de origem depois de edições em Copacabana e na Gamboa.

As atividades e espetáculos do festival foram escolhidos a partir de reuniões mensais com os representantes de 20 companhias espalhadas por dez das 13 cidades da Baixada Fluminense. Segundo Leandro Fazolla, coordenador de comunicação da Mostra, a volta das peças e oficinas para a Baixada Fluminense ocorre em um momento difícil para o cultura do país. Mesmo assim, ele acredita no potencial do teatro para a região do Rio de Janeiro.

"A Baixada tem muita cultura, muita coisa que acontece aqui. O problema é a escassez de aparelhos públicos de lazer, teatro. Essa quantidade de espetáculos vem para mostrar ao público o calor desse trabalho", diz Fazolla.

A Rede Baixada em Cena preparou para a edição deste ano da Mostra a iniciativa 'Baixada Crítica'. O movimento reúne os críticos Juliana França, Liv Stefani Beckenkamp, Marcos Eugênio e Leandro Fazolla, que vão se espalhar pelas oficinas e apresentações para analisar o que for feito. Fazolla explica que a ideia surge para quebrar a tradição de críticas teatrais que só abordam espetáculos no Centro ou na Zona Sul do Rio. Se der certo, o intuito é que se expanda para outras ações culturais da Baixada.

"Para os nossos espetáculos receberem críticas, precisamos ir para o Centro. Por que temos que pegar duas horas de condução para ter nossa crítica feita? Decidimos começar um movimento interno, já que os críticos não vêm até aqui. Ao final da mostra, todos os espetáculos vão receber críticas e análises", explica o coordenador.

 

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