Vitão abandonou o cabelo cacheado e surgiu careca ao promover lançamento de novo álbumDivulgação
Exclusivo Vitão expõe 'altos e baixos emocionais' em novo álbum: 'A música é minha terapia'
'Tirei a cortina da frente do rosto pra mostrar meu rostinho limpo', brinca o cantor, que chocou ao surgir careca ao divulgar 'Toda Manhã'
Rio - Depois de se envolver em uma série de polêmicas, Vitão canalizou as críticas e os elogios para a criação de seu álbum mais recente, intitulado "Toda Manhã". O cantor de 23 anos assina a letra e a produção de todas as seis faixas que incluiu no "Ato 1" do projeto, lançado em abril como a primeira de três partes que irão somar 19 canções no total. Em seu disco mais autoral até o momento, o paulista busca apresentar novos lados e personagens de si mesmo para o público, através de uma viagem por ritmos musicais que vão do rock ao baião.
"A inspiração pra esse projeto foi tudo que eu vivi nos últimos três anos da minha vida, todos os meus altos e baixos emocionais e de carreira, todo o amor e desamor que eu recebi. É um disco pouco industrializado, eu diria, e muito artesanal, com gostinho de comida de mãe. Eu estou sendo muito sincero com o público em relação ao que eu sinto, ao que eu sou e foi por isso que eu 'tirei a cortina da frente do rosto', pra mostrar meu rostinho liso e limpo pras pessoas", brinca o artista, que chocou os fãs ao abandonar o cabelo longo cacheado e surgir careca para divulgar o lançamento do álbum.
Além do novo visual, as mudanças que Victor Ferreira enfrentou também estão expressas nas diferentes sonoridades que o cantor explora no estilo que ele mesmo chama de "música artesanal popular brasileira", ou MAPB. "A música é minha terapia, é a minha forma de me expressar e me comunicar com os outros e comigo mesmo. É a minha forma de entender o que se passa dentro de mim. Às vezes, eu estou meio bolado com a vida, sem entender o que está rolando dentro de mim, aí eu sento pra fazer um som e passo a decifrar melhor o que está se passando no meu coração", comenta.
As canções do álbum "Toda Manhã" resultam da soma dos momentos de autorreflexão com as referências de grandes nomes da música nacional. Um deles é Gilberto Gil, que chegou a dizer recentemente que enxerga a arte de Vitão como "uma continuação" de seu trabalho. O artista também retorna com a benção de Ivete Sangalo, com quem reprisa a parceria na faixa "Coisa de Mulher", três anos depois de ter unido vozes com a cantora em "Na Janela".
"É uma música que fala sobre a minha visão do feminino, a partir das minhas referências de todas as mulheres que convivem comigo e que passaram pela minha vida. Ela brinca com o ditado 'coisa de mulherzinha', como algo pejorativo e algo que poderia enfraquecer as mulheres. E, na verdade, (a canção) mostra que não, coisa de mulher é você nadar contra a correnteza e ainda chegar no fim bela, sorridente e f*dona. É um assunto muito delicado e, por isso, eu senti a grande necessidade de ter um refrão cantado por uma voz poderosa feminina e Ivete caiu como uma luva pra isso", conta.
Conhecido por borrar os limites entre o feminino e o masculino, Vitão deixa claro em "Toda Manhã" que não está preocupado com os comentários negativos. Ao ser questionado sobre uma maneira de evitar as críticas, o cantor não segura a gargalhada e dispara: "Olha para quem você está perguntando, se eu tivesse o segredo, eu já tinha colocado em prática".
"Na verdade, eu tenho até gostado de fazer arte que gere crítica também, que gere incômodo nas pessoas. Eu sinto que a gente vive num mundo que precisa ser incomodado, porque tem muita coisa errada. Então, se a gente não incomoda ninguém, estamos falando a mesma língua dessas pessoas com quem a gente não concorda. Acho que a crítica faz parte, deixar as pessoas confusas faz parte", reflete o artista.






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