Felipe Prior, do 'BBB 20' - Globo/Victor Pollak
Felipe Prior, do 'BBB 20'Globo/Victor Pollak
Por O Dia
Rio - Felipe Prior resolveu romper o silêncio e se pronunciar sobre a acusação de estupro. O ex-BBB publicou um vídeo, na noite desta sexta-feira (3), em seu perfil no Instagram afirmando que é inocente. O arquiteto foi acusado de abusar sexualmente de duas jovens e de tentar estuprar uma terceira. As denúncias viram a tona após uma reportagem da revista Marie Clarie, publicada na manhã de hoje. 
"Tô muito chateado mesmo. Desconheço de todos os fatos apresentados. Nunca cometi nenhuma violência sexual contra ninguém. Sou inocente", disse.
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Felipe ainda afirmou que está chateado porque a denúncia foi feita após ele entrar na casa mais vigiada do Brasil. "Meus advogados estão tomando todas as providências. E gostaria de dizer ao público que todo o carinho que eles estão me passando, tá me tornando mais forte. E que para mim isso é o principal. Minha consciência está muito tranquila", finalizou.  
De acordo com a reportagem publicada pela Marie Clarie, Felipe Prior teria abusado sexualmente de duas jovens e teria tentado estuprar uma terceira. O ataque a Themis (pseudônimo) teria acontecido no dia 9 de agosto de 2014. Ela contou à revista que foi a uma festa que comemorava os jogos universitários das faculdades de arquitetura e urbanismo de São Paulo, chamados de InterFAU. 
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Assista: 
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Ela e uma amiga teriam aceitado uma carona de Prior, que era estudante de arquitetura da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Themis afirmou estar "bastante alterada" na ocasião, já que havia consumido bebida alcoólica.
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Ainda de acordo com o que ela disse à "Marie Claire", Prior teria deixado a amiga dela em casa e depois parou o carro no meio da rua. Ele teria se lançado sobre Themis e passado a mão por seu corpo, tentando beijá-la. Em seguida, ele a teria puxado para o banco de trás do veículo, onde teria cometido o estupro.
Em depoimento, que a "Marie Claire" afirma ter tido acesso, Themis disse que deixou claro que não gostaria de ter relações sexuais, mas não conseguiu oferecer resistência física já que havia bebido. Ela ainda afirmou que a relação sexual foi tão violenta que causou laceração de seu lábio vaginal esquerdo, o que fez com que a roupa dela, de Felipe e o carro ficassem cheios de sangue. Assustado, Felipe Prior teria interrompido a atividade sexual e perguntado se ela gostaria de ser levada ao hospital. Themis afirmou que só queria ir para casa.
Ainda de acordo com a Marie Claire, em 2016, uma outra mulher acusou Prior de tentativa de estupro durante os jogos InterFAU no município de Biritiba Mirim. De acordo com o depoimento da jovem Freya (pseudônimo) à revista, Prior a persuadiu a entrar em sua barraca no camping dos jogos universitários após abordá-la em uma festa. Lá, teriam acontecido as tentativas de estupro. Ele teria tentado penetrá-la e como ela se defendia, ele teria usado a força para concluir o ato. Ela afirma que o estupro não se consumou porque ela usou os braços e as pernas para empurrá-lo e fugir da barraca.
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Segundo a publicação, em 2018, Felipe Prior teria estuprado Isis (pseudônimo) também nos jogos InterFAU, dessa vez em Itapetininga. O relato da moça é parecido com os outros. Ele a teria convencido a ir para sua barraca no camping, onde os dois iniciaram a relação sexual de forma consentida. Como ele teria começado a agir de forma agressiva, Isis pediu para interromper a relação, o que não adiantou.
Segundo documento obtido pela "Marie Claire", Felipe Prior teria desferido tapas no rosto e em todo o corpo da jovem. As agressões teriam continuado e Isis afirmou só ter conseguido sair da barraca ao amanhecer depois que Prior dormiu. No documento da acusação, testemunhas confirmam a versão de Isis e afirmaram ter escutado uma voz feminina chorando e falando "para, está me machucando".
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O relato de Isis teria sido determinante para a organização do InterFAU impedir o acesso de Felipe aos jogos. Apesar disso, segundo a revista, nenhuma das mulheres prestou queixa contra o agora arquiteto na ocasião em que foram agredidas. 
A advogada criminalista Maira Pinheiro afirmou que entrou com medidas cautelares para que Felipe Prior fosse impedido de entrar em contato com as três mulheres. A solicitação foi acolhida pela Promotoria de Justiça do Estado de São Paulo e aguarda julgamento.
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Como os crimes aconteceram em três cidades diferentes, a investigação pode se desdobrar em até três inquéritos policiais ou ser realizada por um grupo especializado do Ministério Público.