O enredo da Mangueira será ’À Flor da Terra: o Rio da Negritude entre Dores e Paixões’Reprodução / Instagram
"No Cosmograma Bakongo, cada fase da vida também pode ser compreendida como uma fase do sol. Cada ser que nasce nesse plano, então, é a alvorada de um sol, que brota do chão, recomeçando e proporcionando novas possibilidades de reinvenção do mundo. O cria, símbolo da favela contemporânea carioca e mangueirense, é o protagonista desse futuro ancestral", afirma o texto publicado pelo artista, que está estreando na Mangueira este ano.
"Assim como ocorreu com os pretos novos, meninos e homens negros seguem sendo a maioria das pessoas mortas e perseguidas pela sociedade que insiste em colocá-los sob a violência e a subalternização. E assim, celebramos os crias como sóis vivos, carnavalizando a sua estética urbana e a colocando em contato com o afrofuturismo", completou Sidnei.
A Mangueira apresentará o enredo "À Flor da Terra: o Rio da Negritude entre Dores e Paixões". A narrativa exalta a trajetória dos povos bantus na cidade do Rio.
Eles representaram a maioria dos negros escravizados e trazidos para o Cais do Valongo, na Pequena África. A agremiação será a quarta e última a desfilar no domingo (2) de Carnaval.







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