A cantora Preta Gil se apresentou na festa de abertura dos 50 dias do Carnaval Rio 2020, na praia de CopacabanaTânia Rêgo/Agência Brasil

Rio - A Prefeitura do Rio batizou o percurso de blocos de rua do Centro em homenagem à Preta Gil, que faleceu no último domingo (20), nos Estados Unidos, devido a complicações de um câncer no intestino. Agora, trajeto se chama "Circuito de Blocos de Carnaval de Rua Preta Gil" ou "Circuito Preta Gil".

O decreto do prefeito Eduardo Paes (PSD) foi publicado no Diário Oficial do município, nesta terça-feira (22).

O texto aponta a importância da artista para a festa. "Considerando a participação decisiva de Preta Gil na retomada do Carnaval de Rua no Centro do Rio de Janeiro, contribuindo para sua afirmação enquanto espaço urbano de cidadania cultural", diz trecho do documento.

Além disso, a homenagem ressalta a trajetória da cantora em sua vida pessoal e profissional, a apontando como "artista fundamental à defesa da livre expressão artística e da dignidade de todos os corpos, raças e crenças na cultura brasileira".

A filha de Gil comandava o "Bloco da Preta", fundado em 2009 e considerado o primeiro dos megablocos.

O trajeto do novo circuito começa com a concentração na Rua Primeiro de Março, no trecho entre a Rua do Rosário e a Rua do Ouvidor. Os desfiles são realizados também na Primeiro de Março e na Avenida Presidente Antônio Carlos; já a finalização ocorre na altura da Araújo Porto Alegre.

Os blocos devem ser previamente autorizados, conforme planejamento anual da Riotur, da Secretaria Municipal de Cultura (SMC) e dos órgãos competentes.
Em uma publicação feita por Paes nas redes sociais, amigos da cantora fizeram comentários para comemorar a novidade.
A atriz Alice Wegmann e a rainha de bateria da Portela, Bianca Monteiro, comentaram: "Ela merece!"

Já o apresentador e carnavalesco Milton Cunha disse: "Bravo!". A cantora Rita Benneditto falou: "Arrasou prefeito!"

Alguns internautas também aproveitaram a oportunidade para falar sobre a iniciativa da Prefeitura do Rio.

"Justa e merecida homenagem! A Preta marcou o carnaval carioca de forma genuína, com alegria e representatividade. Agora, fica eternizada na história e no coração do povo", relatou um.

Preta Gil

A carioca Preta Maria Gadelha Gil Moreira iniciou a carreira artística depois de ser convencida por amigos, como Ana Carolina e Ivete Sangalo, e lançou o primeiro álbum de estúdio, intitulado "Prêt-à Porter" (2003), com destaque para a faixa "Sinais de Fogo". Também gravou os discos "Preta" (2005), "Sou Como Sou" (2012) e "Todas as Cores" (2017).

Em 1990, quase desistiu da carreira após o falecimento do irmão, Pedro. O rapaz morreu aos 19 anos em um acidente de carro, na Lagoa Rodrigo de Freitas, Zona Sul do Rio. A retomada veio por incentivo da apresentadora Regina Casé.

Para celebrar 10 anos de trajetória nos palcos, a artista gravou o DVD "Bloco da Preta", que contou com as participações de Lulu Santos, Ivete Sangalo, Anitta, Israel Novaes e Thiaguinho. Em 2014, surge o famoso trio de carnaval inspirado na turnê comemorativa.

Estreou em novelas ao integrar "Agora é Que São Elas" (2003), da TV Globo. Participou das séries "Ó Paí, Ó" (2008), "As Cariocas" (2010) e "Vai que Cola" (2015). Em 2017, brilhou em outro palco: na Marquês de Sapucaí como rainha de bateria da Estação Primeira de Mangueira. Apresentou o programa TVZ, no Multishow, em 2024.