Desfile da União de MaricáCarlos Elias / Agência O Dia
Com o enredo “Berenguendéns e Balagandãs”, desenvolvido pelo carnavalesco Leandro Vieira, a escola exaltou a força das mulheres pretas a partir da história dos balagandãs e das joias de crioula, símbolos de identidade, resistência e afirmação cultural. O desfile apresentou alegorias grandiosas e fantasias com acabamento e concepção dignos de Grupo Especial.
Na parte musical, a condução do intérprete Zé Paulo Sierra, estreante na escola, foi determinante para manter a energia da comunidade do início ao fim. A bateria Maricadência, comandada pelo mestre Paulinhos Steves, sustentou um ritmo forte e preciso, empolgando componentes e as arquibancadas.
Outro ponto alto foi a comissão de frente, assinada pelo coreógrafo Patrick Carvalho. Com figurinos ricos em detalhes, a performance — intitulada “Claro, tinha que ser preto” — foi composta exclusivamente por mulheres e dialogou diretamente com a ideia de empoderamento feminino, ressaltando a construção simbólica da mulher negra como exuberância e ancestralidade.
O presidente Matheus Santos celebrou o resultado e fez questão de dividir os méritos com toda a comunidade.
“Esse desfile é fruto de um trabalho coletivo, de muito esforço e amor pela nossa escola. Quero agradecer a cada componente, a cada profissional envolvido e à nossa comunidade, que abraçou o enredo e transformou esse sonho em realidade na avenida. A União de Maricá mostrou sua força, sua identidade e sua capacidade de competir no mais alto nível”, disse.






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