Publicado 16/02/2026 23:32 | Atualizado 17/02/2026 00:57
Rio - Primeira escola a passar pela Marquês de Sapucaí na noite desta segunda-feira (16), a Mocidade Independente de Padre Miguel trouxe uma homenagem à Rita Lee, ícone da música brasileira, que morreu em 2023, aos 75 anos. O desfile se destacou pela leveza das fantasias, pela fácil compreensão do enredo e também pelo belo colorido alegórico assinado pelo carnavalesco Renato Lage.
PublicidadePor um pedido da família de Rita Lee, a Mocidade não utilizou nenhuma pena de animais na confecção das fantasias. A cantora era defensora da causa dos animais. O cão Orelha, do caso que comoveu o Brasil nas últimas semanas, ganhou uma menção em um dos tripés da agremiação. O cachorro foi morto em Santa Catarina.
O começo de desfile da Mocidade foi bastante impactante, com diversas cores, destacando bastante a identidade irreverente e psicodélica de Rita Lee. A combinação de cores e o encaixe da Comissão de Frente, do Abre-Alas e do primeiro casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira trouxeram um espetáculo de luzes belíssimo.
A Comissão de Frente mostrava um cenário que marcou bastante a vida de Rita Lee. Nascida em São Paulo, a cantora era extremamente identificada com a noite da cidade paulista e o cenário do rock extremamente forte na capital paulista. A cultura urbana de São Paulo foi bastante retratada.
O enredo "Rita Lee, a Padroeira da Liberdade" assinado pelo carnavalesco Renato Lage foi de fácil compreensão e empolgou o público. O objetivo foi contar a história da vida pública da artista e não uma biografia completa da sua vida. Além da sua importância na música brasileira, a participação da cantora durante a Ditadura Militar e suas opiniões sobre comportamento também foram destaques no desfile da Mocidade.
O trabalho plástico de Renato Lage foi bastante criativo. O carnavalesco explorou muito bem as cores tanto nas Alegorias, quanto nas fantasias. Apesar da Mocidade não ter feito um desfile opulento, nem muito luxuosos, a escola cumpriu bem o seu papel na Avenida também nestes quesitos.
Os componentes da escola também passaram bem pela Sapucaí. A leveza das fantasias facilitou o deslocamento dos foliões, que desfilaram alegres, cantando o samba-enredo em homenagem à Rita Lee. A escola pode perder alguns pontos em evolução, por conta de um buraco que se formou entre a bateria e uma ala no segundo módulo dos jurados, entre os setores 3 e 4 da Sapucaí.
O casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira da Mocidade, Diego Jesus e Bruna Santos, se destacaram primeiramente por suas fantasias, com diversas cores, lembrando a trajetória tropicalista de Rita Lee. Além disso, os dois se apresentaram bem, diante dos jurados, cumprindo bem seu papel no desfile da escola da Zona Oeste.
Mais uma vez comandada pelo mestre Dudu, a bateria "Não Existe Mais Quente" mais uma vez mostrou o seu brilho no Carnaval. Com ousadia e uma bela cadência sustentou bem o andamento do samba na Sapucaí. A rainha Fabíola Andrade brilhou à frente dos ritmistas da escola de samba de Padre Miguel.
Filho do histórico intérprete da Mocidade, Ney Vianna, e bisneto de Pixinguinha, um dos maiores da história da música brasileira, Igor Vianna fez sua estreia pela escola de coração. O intérprete, junto do carro de som da agremiação, deu um verdadeiro show na Marquês de Sapucaí. O samba, que não era considerado um dos melhores da safra do Carnaval de 2026, funcionou muito bem e fluiu sem menores problemas até o fim do desfile da agremiação de Padre Miguel.
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