Deborah SeccoReprodução / Instagram
Deborah Secco defende regras nos relacionamentos abertos e fala sobre traição
Atriz participou do programa 'Sem Censura' desta quinta-feira (10)
Rio - Aos 45 anos, Deborah Secco abriu o jogo sobre relacionamentos abertos e monogamia durante sua participação no programa "Sem Censura", do Canal Brasil. A atriz, que recentemente assumiu namoro com o produtor musical Dudu Borges, explicou como enxerga os acordos dentro das relações e revelou por que decidiu perdoar traições em seu passado.
No bate-papo com a psicanalista Mariana Ribeiro, Deborah destacou que as novas gerações encaram o amor sem tantas amarras. "Acho que a juventude tem um olhar para o afeto que me enche de esperança. Um olhar mais honesto, menos pré-conceitos... Eu sou uma pessoa que cresci com a história do amor romântico. Quanto ele custa para a gente? Quantos relacionamentos tóxicos nascem com histórias de príncipes encantados?", refletiu.
Mariana explicou que a poligamia também segue regras, assim como a monogamia, e que cada casal estabelece os próprios limites. Deborah exemplificou algumas dessas possibilidades: "Cada relacionamento aberto tem suas regras. Pode transar [com outro?], pode beijar? Isso conta [como traição], ou não conta? Com quem? Ou beija só quando estiver junto, ou só beija quando estiver separado".
Ela ainda defendeu que todas as relações, sejam monogâmicas ou não, devem ser baseadas em combinados claros. "É muito particular, né? É o que todo mundo deveria fazer, seus combinados, mesmo que monogâmicos. O que a gente quer junto? Quais são os nossos objetivos?".
Segundo Deborah, o sofrimento provocado por uma traição muitas vezes está ligado ao ego. "As relações monogâmicas a gente se baseia no ego, quando alguém te trai é seu ego que dói. É você não se sentir suficiente".
Traições e arrependimentos
A atriz também relembrou que já foi traída diversas vezes e que costumava perdoar, mas, eventualmente, também cometia infidelidade. "Eu fui traída por todos os homens que estiveram na minha vida. Eu sempre traí depois que tinha sido traída. Nunca traí como revanche, traía como tábua de salvação para sair daquele relacionamento. Eu estava apaixonada e obcecada, que tentava me apaixonar por outro para tentar sair dali".
Deborah explicou que, por muito tempo, acreditou na ideia do amor romântico e isso impactou suas relações. "Quando eu era traída, ficava: como eu vou viver agora? Não sei respirar sem essa pessoa. E precisava me envolver com outro para ir embora. Hoje me arrependo muito, porque entendo que o antídoto para uma desilusão sou eu voltar a me apaixonar por mim".

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