Sophie Charlotte reprodução Youtube
"Durante o parto do meu filho, Otto, eu fui tentando desmistificar e tirar os conceitos que eu tinha. Eu sabia que ia sair, mas como a gente não sabe. É um mistério da vida, a gente não controla esse evento", explicou.
A decisão de dar à luz em casa surgiu após muita pesquisa e contato com profissionais especializados. Sophie se aproximou de uma equipe de parto humanizado e avaliou as possibilidades disponíveis até se sentir segura com a escolha.
"Eu pensei em um parto hospitalar, ‘normal’, mas eu fui pesquisando, me aproximando de uma equipe de parto humanizado. Existe o parto humanizado hospitalar e o domiciliar, que foi o meu. Mas foi uma construção, algo que, aos poucos, fui entendendo que é algo fisiológico e fui construindo isso, essa possibilidade. Ao mesmo tempo, abri minha cabeça para a cesariana, se necessário. Pensava que eu precisava me preparar para o que eu desejo, mas também saber que tinha ajuda caso precisasse", relatou.
Apoio emocional fez diferença no processo
"[Um parto normal] Pode demorar 40 minutos ou horas. O meu levou um tempo maior, ele [Otto] foi nascer pela manhã, foi uma dor desconhecida, eu fui entendendo o meu corpo no processo. Minha experiência foi positiva (...) [entendi que] não é somente dor, sofrimento, ele é um portal de encontro com nossos filhos. Quem está com você nesse momento, é bom que esteja alinhado. Eu não conseguiria passar pelo parto [domiciliar] se o meu companheiro na época, o Daniel, não tivesse topado", afirmou.




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