Giulia Costa e Flávia AlessandraReprodução / Instagram
Durante o Power Trip Summit2025, evento da Marie Claire, Flávia Alessandra contou que o projeto ganhou forma com investimento próprio. "Montamos a Family para cuidar da nossa família mesmo. A gente passou a agenciar as nossas carreiras e conseguimos ter liberdade para pensar formatos e falar com diversas marcas", afirmou Flávia. "Foi uma escolha e um privilégio nosso poder se arriscar".
Pressão estética e expectativas irreais
Ela destacou como a cobrança estética afeta mulheres desde cedo. "Quando nascemos mulheres, essa cobrança em relação ao corpo inevitavelmente acontece. As novas gerações se conscientizaram mais sobre liberdade corporal — demos alguns passos para trás agora —, mas tenho certeza de que ainda vamos dar passos para frente".
Flávia reconheceu o peso dessas cobranças. “Virou algo tão doentio que começaram a alimentar uma rivalidade nossa, de mãe e filha. E pegamos esse limão azedíssimo e transformamos em uma caipirinha maravilhosa nas nossas conversas".
Podcast como espaço de vulnerabilidade e escuta
A conexão entre mãe e filha também se fortaleceu por meio do diálogo constante. “Minha mãe nunca foi aquela que dizia: ‘Eu sou mãe, então estou certa’. Ela sempre quis ouvir, entender o meu lado. Isso ajudou muito. A gente brigava, claro, mas sempre teve uma troca”, disse Giulia.
Empreendedorismo com propósito
“Percebi que já era uma empreendedora da minha própria carreira. Mas entendi que podia ir além. Hoje todos os meus negócios estão dentro desse ecossistema feminino de cuidado. A estética, o bem-estar, a autoestima da mulher — tudo isso é parte do que acredito.”
Ela também destacou a importância da autonomia financeira. “Não é pecado lucrar. A sociedade ainda julga a mulher que fala de ambição, que quer ganhar dinheiro. Mas é necessário que a gente mude essa mentalidade.”
Desde a infância, Giulia acompanhou a mãe durante gravações. "Quando fiz Porto dos Milagres, a Giulia tinha um mês e meio. Ela era só peito e veio comigo aqui para a Bahia. Passamos seis meses aqui gravando”, contou Flávia. “Era exaustivo, mas tive o apoio da emissora, que garantiu estrutura pra eu estar tranquila e saber que ela estaria bem. Isso fez toda a diferença".
A convivência intensa gerou aprendizados que se refletem no trabalho conjunto. Para Flávia, o mais importante é seguir em frente, mesmo com medo. “A gente brinca que, na terapia, tudo é culpa dos pais. Mas a verdade é que, seja qual for a escolha, a culpa vai aparecer. Então, que a gente siga em frente com medo mesmo. E conversando".





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