Rio - A vencedora do "BBB 13", Fernanda Keulla, de 39 anos, usou as redes sociais para revelar que foi diagnosticada com uma doença rara depois de sofrer com vários sintomas por um longo período de tempo. Nesta segunda-feira (7), a influenciadora contou como foi sua jornada até descobrir que tem Síndrome de Sjögren, uma doença autoimune.
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No Instagram, Fernanda publicou um vídeo em que fala sobre a dificuldade que teve até chegar a um diagnóstico. A influenciadora contou que sofria com dores e cansaços constantes, o que gerou uma autocobrança muito grande nela.
"Eu demorei muito tempo para entender que estar doente todos os dias, toda semana, não era normal. O cansaço extremo, a fadiga que eu sentia era algo que além de me gerar uma autocobrança muito alta, as pessoas ao redor percebiam. Quantas vezes eu fiquei passando mal sem conseguir sair da cama por causa desse cansaço", iniciou ela no relato.
Fernanda contou que procurou diversos médicos e chegou a passar por várias internações, tratamentos alternativos e terapias mas não tinha um diagnóstico e os sintomas não melhoravam.
"Cada vez que eu ficava doente, as pessoas falavam assim: 'Pelo amor de Deus, vá se benzer. Todo dia você está com uma coisa. É psicológico, você tá estressada'. A minha família também me cobrava muito [e falava]: 'Você não termina nada que você começa. Você não tem foco, não não se concentra'. E eu mesma me julgava muito. Me cobrava de estar sempre bem, sendo que eu tinha dores pelo meu corpo inteiro, nas articulações, principalmente, e eu simplesmente não dava conta", seguiu.
Foi então que os exames de sangue de Fernanda começaram a piorar e o FAN (Fator Antinuclear) - exame de sangue que detecta a presença de autoanticorpos no organismo, indicando a possibilidade de doenças autoimunes - deu bastante alterado.
"E eu encontrei um anjo, que foi o meu reumatologista, o Dr. Thiago Bittar, que me virou do avesso até descobrir o que eu tinha e fechou o diagnóstico de Síndrome de Sjögren. [...] No momento em que tive o meu diagnóstico, foi totalmente libertador para mim, porque eu vi que era uma pessoa que tinha um problema de saúde, que eu não estava mole perante a vida, como dizia a minha família. Aquela fadiga extrema, as dores nas articulações, as constantes infecções virais, bacterianas... eram sintomas da síndrome de Sjögren", explicou ela, que disse estar com os exames todos controlados, agora que faz o tratamento correto.
Entenda o diagnóstico
De acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia, a Síndrome de Sjögren é uma doença autoimune que se caracteriza principalmente pela manifestação de secura ocular e na boca. Como os sintomas foram secundários no caso de Fernanda, este foi um dos motivos da demora no fechamento do diagnóstico.
Na síndrome, que é rara, algumas células brancas (chamadas de linfócitos) invadem vários órgãos e glândulas, principalmente as glândulas lacrimais e salivares, produzindo um processo inflamatório que acaba prejudicando elas, impedindo suas funções normais.
Além da secura nos olhos e na boca, os pacientes que portam a síndrome ainda podem apresentar secura na pele, nariz e vagina; fadiga; dor nas articulações e artrite. A doença pode afetar outros órgãos, como os rins, pulmões, vasos, fígado, pâncreas e cérebro. A Síndrome de Sjögren é mais comum em mulheres de meia idade, mas também pode ocorrer em homens e em qualquer idade.
Até o momento, não há cura para a Síndrome de Sjögren. O tratamento depende dos sintomas e da sua gravidade. No caso do paciente somente apresentar secura nos olhos e boca, poderão ser utilizados somente lágrimas artificiais e substitutos de saliva. Remédios anti-inflamatórios, corticoides e/ou imunossupressores poderão ser utilizados quando houver manifestação mais graves, para melhorar a inflamação e evitar sequelas.
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