Rio - Raul Gazolla falou sobre a morte de Guilherme de Pádua, um dos condenados pelo assassinato brutal da atriz Daniella Perez, em 1992. Ele - que era casado com a filha da autora Glória Perez - disse que sentiu alivio com o falecimento do ex-ator, vítima de um infarto fulminante em novembro de 2022.
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Raul acredita que a morte de Guilherme ocorreu após grande repercussão do documentário "Pacto Brutal", da HBO Max, lançado em julho do mesmo ano. "Ele ficou com muita raiva, principalmente quando foi descoberto na igreja que ele era pastor que ele era assassino. Os fiéis questionaram e em um desses acessos de raiva, ele teve um infarto e morreu aos 53 anos", falou, em entrevista à VEJA, no Youtube, nesta terça-feira (15).
Gazolla também contou qual foi a sua reação quando soube do falecimento do ex-ator. "Eu agradeci ao universo e disse: 'Poxa, o mundo respira melhor hoje'. Porque partiu daqui alguém que nem deveria ter nascido para ficar nesse planeta".
A então mulher Guilherme, Paula Nogueira Thomaz, também foi condenada pelo assassinato da atriz. Na época do crime, o ator era colega de elenco de Daniella na novela "De Corpo e Alma", da TV Globo. Ele foi condenado a 19 anos de prisão, mas cumpriu apenas sete, sendo solto em 1999.
Raul - que é o narrador do documentário "Henry Borel" - falou sobre esse e mais casos de assassinatos brutais que chocaram o Brasil. "Acredito que esses assassinos psicopatas como Jairinho, o assassino e assassina da Dani, eles não podem conviver em sociedade. Eles têm que ter prisão perpétua, mas a gente não tem no Brasil prisão perpétua e nem pena de morte".
Além disso, opinou sobre pena de morte. "Eu sou a favor que o assassino não conviva mais com a gente e se possível não respire mais o mesmo ar. Então, sim, eu sou a favor da pena de morte. Para quem? Para os psicopatas que forem que os assassinatos deles foram de muita crueldade".
Ele, ainda, rebateu as possíveis críticas. "É muito fácil você falar sentado na cadeira da sua casa [e falar]: 'Poxa, o Gazolla não tem paz, não é uma pessoa bondosa'. Não tem nada a ver com ser ou não bondoso. Tem a ver com justiça. Aqui se faz e aqui se paga. Mas não é o que acontece porque nossas leis são muito brandas".
Gazolla destacou que além de acabar com a vida das vítimas, as mortes brutais atingem os familiares, citando o pai de Daniella, Luiz Carlos Saupiquet, que morreu dois anos após o assassinato da filha: "O pai da Dani morreu anos depois de tristeza porque nenhum pai consegue sobreviver a isso.
"A Glória conseguiu sobreviver porque para mim ela é ela uma super-humana. Ela lutou por quase 30 anos pela inocência da filha. E quando ela conseguiu fazer o documentário, ela lavou a alma. Eu vi a Glória sorrir mês passado quando estive com ela. Nós estamos há 32 anos e meio do assassinato da Dani e só depois desse tempo eu a vi sorrir", disse, ao relatar que mantém uma relação muito próxima da ex-sogra.
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