Publicado 05/03/2026 10:07 | Atualizado 05/03/2026 11:36
Rio - O cantor Marlon Brandon Coelho Couto, o MC Poze do Rodo, se mostrou revoltado com o caso de estupro coletivo de uma adolescente em Copacabana, na Zona Sul, e comentou o tratamento que os acusados receberam dos policiais. Em vídeos publicados no Instagram Stories, nesta quarta-feira (4), o funkeiro recordou como as autoridades agiram quando ele foi preso, no ano passado, por apologia ao crime e suspeita de envolvimento com a facção criminosa Comando Vermelho (CV).
Publicidade"Não dá para aceitar isso, não. Comigo foi maior esculacho. Os caras (policiais) vieram me prender, sabendo que eu ia ser solto e me esculacharam. Me botaram de cara para a parede, mão para trás, abaixa a cabeça, não olha para a câmera, não, maior fuzuê, e depois de cinco dias me soltaram. Sabem que eu sou artista, para eu ter tudo o que tenho hoje foi com o meu suor. Vocês me humilhando, e eu indo para cima... E agora os caras (criminosos) conduzidos igual príncipe encantado", afirmou.
Um pouco antes, Poze falou sobre o episódio de estupro. "Não consigo me controlar nesse momento. Não é possível que vão achar normal um estuprador... Imagina o pai da menina o que está pensando? [...] Imagina o ódio da família?... Esses 'fanfarrões', comédias… Não tem papo de ser preso, não. Deus me perdoe, essa raça não merece nem ser presa. Merece aquele 'pique' mesmo", desabafou.
Entenda
Nesta quarta (4), Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos, acusado de por participação no estupro coletivo da adolescente, se entregou na 54ª DP (Belford Roxo), na Baixada Fluminense. Os outros jovens Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos, Vitor Hugo Oliveira Simonin, 18; Mattheus Veríssimo Zoel Martins, 19; e João Gabriel Xavier Bertho, também 19, também já se entregaram. Dois deles passarão por audiência de custódia na tarde desta quinta-feira (5).
O estupro coletivo ocorreu na noite do dia 31 de janeiro, em Copacabana. A vítima contou que recebeu uma mensagem de um colega da escola, com quem já teve um relacionamento anteriormente, a convidando para ir à casa de um amigo. Ao chegar ao prédio, o adolescente insinuou que fariam "algo diferente".
No interior do apartamento, ela foi conduzida a um quarto, onde ficou trancada com quatro homens que insistiam para ela manter relações com eles. Com a negativa, eles passaram a despir-se e a praticar abusos, inclusive fazendo uso de violência física e psicológica.
Após a denúncia, quatro jovens, além de um adolescente, pelo abuso de uma menina de 17 anos. A delegacia representou pela prisão dos homens, que responderão por estupro, e pela apreensão do adolescente, por ato infracional análogo ao mesmo crime.
Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos, Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos; Vitor Hugo Oliveira Simonin, 18; Mattheus Veríssimo Zoel Martins, 19; e João Gabriel Xavier Bertho, também 19
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