Milton GonçalvesDivulgação
Documentário mostra outra face da vida Milton Gonçalves, focando na intimidade da família
Nova produção de Luiz Antonio Pilar quer ir além do talento e da militância do ator
Rio - Milton Gonçalves, que faleceu no último dia 30 vítima de complicações do AVC que sofreu em 2020, vai ganhar mais um documentário, dessa vez para abordar sua vida pessoal. O primeiro foi lançado em 2009 e mostrava o ator junto com outros grandes nomes da teledramaturgia nacional falando da luta contra o racismo e pela inclusão.
Antes da pandemia, Milton estava novamente diante das câmeras do diretor Luiz Antonio Pilar. Ele tinha a pretensão de fazer uma homenagem para o ator ainda em vida. "Quando ele sofreu o AVC, em fevereiro de 2020, eu guardava uma esperança dele se erguer de novo..." conta Pilar em entrevista ao 'Fantástico'.
A última gravação para o documentário foi feita no Maracanã. "Ele chegou a ser diretor do Flamengo, era uma paixão dele, assim como a Mangueira, o carnaval", disse. Com a saúde abalada, Milton não conseguiu retomar a filmagem.
Gigante da TV, do teatro e do cinema, Milton Gonçalves também fez história na militância contra o racismo. Mas Luiz Antonio quer ir além no novo documentário. Frequentador da casa do ator, o diretor agora quer mostrar ao mundo esse outro Milton, na intimidade da família. Segundo Luiz, a vida e na profissão, Milton queria o melhor para o Brasil.
Em depoimento para o "Memória Globo", o ator havia feito um pedido à autora Janete Clair. "Fui à Janete e disse: ‘Janete, eu gostaria de fazer um personagem que fosse bacana, que fosse culto, inteligente e que fosse um exemplo para aquele menininho que está lá no morro, na favela e que só vê negro sendo bandido na televisão", disse ele na época.







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