Rio - Giovanna Antonelli, de 49 anos, colocou mais uma personagem em sua lista de sucessos ao viver Elvira em "Beleza Fatal", novela exibida pela Band que se despede do público nesta quarta-feira (7). Na trama, a mulher de Lino (Augusto Madeira) perde a filha, Rebeca (Fernanda Marques), após uma cirurgia plástica clandestina. Mais tarde, a matriarca da família Paixão acolhe Sofia (Camila Queiroz) e embarca no plano de vingança da jovem contra o clã dos Argento.
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"Elvira tem essa força silenciosa, esse instinto de proteção que não mede esforços por quem ama. Sou completamente movida pelas minhas relações, família, e pelos meus afetos. Gosto de cuidar, de estar presente, de ser apoio. Mergulhar nessa personagem foi também reconhecer partes minhas, num contexto mais dramático, com outras camadas. Ela é coração e coragem, e isso me atravessa muito", explica.
A morte de Rebeca motiva a personagem na vingança contra a família Argento, especialmente Rog (Marcelo Serrado) e Benjamin (Caio Blat), responsáveis pelo procedimento cirúrgico malsucedido. A artista lembra detalhes da cena em que Elvira recebe a trágica notícia sobre a filha.
"Foi desafiadora. Porque ali não tem técnica que resolva: é emoção pura, é dor crua. Ela perde o chão — e como mãe, impossível não conectar com esse medo tão profundo, e visceral. Gravei com o coração apertado, pensando em todas as mães que já viveram algo parecido. Cenas assim não se esquecem — nem como atriz, nem como pessoa".
No momento de luto, a mulher de Lino adota Sofia, que inclui toda a família no plano de vingança. A garota sofreu com a perda da mãe, Cléo (Vanessa Giácomo), que assumiu ingenuamente a autoria de um assassinato cometido por Lola (Camila Pitanga) e morreu na prisão.
"Esse conflito foi um prato cheio como atriz. Ela ama profundamente, mas está ferida, e a dor dela pede justiça. Trabalhei essa dualidade com delicadeza, porque ela não é movida por ódio — é movida por amor. Quer proteger, reparar, encontrar sentido no que perdeu. É um caminho cheio de rachaduras emocionais. Mas intenso, humano, verdadeiro", conta.
Mãe de Pietro, de 19 anos, e das gêmeas Antônia e Sofia, de 14, Antonelli fala sobre a possibilidade de adotar uma criança e exalta a atitude da personagem. "Não pensei em adotar, mas admiro profundamente quem faz essa escolha. É um gesto de amor imenso, e exige preparo, responsabilidade e entrega. Não é só querer, é estar pronto para viver uma nova história com alguém. Mas o que importa é o amor… ele é o que realmente constrói e dá sentido à tudo".
O folhetim se desdobra no universo das cirurgias plásticas e a busca incansável pela beleza. Giovanna, então, comenta sua visão sobre os procedimentos estéticos. "Acho que cada um deve fazer o que quiser pra se sentir bem, com consciência, responsabilidade e amor-próprio. Nunca fui apegada a padrões, e gosto de me cuidar. Sempre que sinto vontade de fazer algo, faço. O importante é que a escolha seja minha, e não uma imposição de fora", analisa.
Para se aproximar dos Argento, Elvira fingiu ser uma cartomante. A atriz entrega que se interessa nas práticas esotéricas usadas pela farsante. "Cartas, astrologia, energia… tudo que envolve intuição me desperta curiosidade. Não sei se acredito em tudo, mas gosto da ideia de acessar outras formas de escuta, de olhar pra dentro. Tem algo de mágico nisso que eu respeito muito".
Estilo e risada marcante
Ícone em lançar moda com suas personagens, Giovanna conta que as unhas de Elvira foram inspiradas em uma Nail Art usada por Anitta para assistir ao desfile da marca italiana Dolce & Gabbana. "Quando vi, pensei na hora: 'Vou usar isso!' Achei sensacional. As unhas dizem muito sobre Elvira — vaidosa, intensa, elegante! E as unhas vem com uma criatividade inabalável. Adoro participar desses detalhes, amo detalhes. E são os eles que ajudam a construir a personagem de forma verdadeira. Gosto de me envolver no processo criativo, até porque tudo comunica", diz.
A risada contagiante da mãe de Rebeca se tornou marca registrada da personagem. "Isso nasceu de forma muito orgânica, ela tem esse humor meio debochado, que eu amo, e foi essencial para equilibrar, porque a história dela é pesada, cheia de dor. Esse contraste entre o trágico e o cômico é muito humano. Na vida real, a gente também ri no meio do caos, né? E eu adoro trazer essa dualidade para os meus trabalhos".
Redes sociais
Além do trabalho profissional, a artista diverte os seguidores com os conteúdos ao lado do ex-marido Murilo Benício compartilhados no Instagram. O romance entre eles teve início em 2002 quando viveram o casal Jade e Lucas em "O Clone", da TV Globo. Os atores são pais Pietro, filho mais velho da atriz.
"Sabia que essa interação tinha potencial (risos). Fizemos um trabalho muito impactante, que marcou uma geração de apaixonados por TV. Temos uma parceria de vida, através do Pietro. E somos amigos. A gente se diverte muito com esses vídeos. E muitas ideias surgem naturalmente", relata.