Edu GuedesReprodução de vídeo

Rio - Edu Guedes, de 51 anos, deu detalhes do diagnóstico de câncer no pâncreas entrevista ao "A Tarde É Sua", da RedeTV!, nesta terça-feira (22). Acompanhado de Ana Hickmann, o chef de cozinha falou sobre as quatro cirurgias que foi submetido e o medo da doença. 
Edu contou que passou mal em um almoço com um amigo. "Comecei a me sentir mal, tive dor no peito, dor para respirar e, então, eu fui ao banheiro. Eu falei: 'Será que foi algo que eu comi?'. Eu fui abrir a tampa e caí de dor. Voltei para a mesa, falei: 'Pedrinho, me leva para o hospital, que estou passando mal'. Sabia que era pedra no rim, quando você tem algum problema, você sabe, eu sempre tive pedra no rim. Nesse dia, o Pedrinho me levou para o pronto-socorro, liguei para a Ana... Um rim do lado direito estava inflamado, com uma pedra", afirmou.
Ana explicou: "Ele tinha que fazer uma cirurgia de emergência. Nessa cirurgia, o médico percebeu que ambos os rins estavam comprometidos". Edu revelou que após o procedimento, o médico pediu mais exames e dias depois foi a uma nova consulta. "Então, me chamaram na segunda-feira para uma consulta, na terça, eu ia para Portugal, e foi quando ele me deu a notícia, de forma leve, mas eu perdi completamente o chão", desabafou.
Hickmann lembrou da reação que teve ao saber do diagnóstico do amado. "Quando ele falou para mim que tinha um tumor no pâncreas, foi horrível. A palavra tumor já assusta, depois, saber que era no pâncreas, a gente lê a respeito, começa a escutar, sabe que é algo… Foi um medo muito grande".
Emocionado, Edu contou que sua maior preocupação era em relação à família, e admitiu que teve medo da doença. "Passa um monte de coisa na cabeça. A gente nunca está preparado para receber uma notícia como essa. É a questão da forma como você vai enxergar aquilo. Talvez tenha sido a notícia mais difícil que eu tive que receber na minha vida...Quando a gente tem a chance, não importa se ela é de 1%, se ela é de 5%, se ela é de 10%. Você se agarra na sua chance. Pensar que as coisas vão dar certo, como estão dando", afirmou ele. 
"Eu chorei bastante, não dá para segurar. Tem coisa que, só de lembrar, a gente se emociona. Eu tenho que pensar na minha filha, na Ana, na minha família, tenho que pensar positivo. É lógico que medo dá, a gente chorou junto antes de ir para cirurgia, quando eu voltei... Algumas horas, a gente chora de felicidade por estar aqui... Se emocionar,  a gente se emociona sempre. Eu não tive tempo para pensar na dor que podia sentir. Eu estava indo para uma guerra, eu tinha que vencer aquela guerra. Depois, na segunda cirurgia foi a mesma coisa, e a terceira foi da mesma forma. A maior delas foi a mais difícil, que foi a do pâncreas. Quando eu voltei da UTI, estava sentindo muita dor, não conseguia respirar. Nesse momento, eu ficava pensando: 'Amanhã eu vou estar melhor'", recordou.