Atriz Gabi Roncatti gosta de consumir cerveja Divulgação

Rio - Queridinha pelos brasileiros, a cerveja se torna uma boa pedida na reunião entre as amigas e até mesmo na hora de afogar às mágoas. Com versões tradicionais, artesanais e especiais, a bebida ainda pode trazer benefícios à saúde, se consumida com moderação, devido aos antioxidantes e polifenóis. 
"Ela tem compostos antioxidantes, derivados da cevada e do lúpulo, como os polifenóis, que atuam na proteção cardiovascular, ajudando a combater os radicais livres", explica a nutricionista Laíta Babio. "Além disso, contém pequenas quantidades de vitaminas do complexo B, minerais como potássio e magnésio e até fibras solúveis", acrescenta.
De acordo com a profissional, o limite seguro sugerido por órgãos internacionais é de até 350 ml de cerveja por dia para mulheres. Laíta, entretanto, alerta: "É o teto, não a recomendação. Se você quer manter uma dieta equilibrada e com foco em saúde metabólica ou emagrecimento, o ideal é limitar a cerveja a uma ou duas vezes por semana", orienta.
A nutricionista explica o motivo do consumo diário da bebida não ser indicado, mesmo em pequenas quantidades. "Nosso fígado precisa de pausas para processar o álcool e evitar sobrecargas. O ideal é consumir em ocasiões pontuais, com intervalo de dias e sempre em quantidades moderadas", diz.
Refrescante, a cerveja segue sendo uma das bebidas alcoólicas mais consumidas no Brasil e tem um dia para chamar de seu: 1º de agosto. A data - celebrada na última sexta-feira, foi criada em Santa Cruz, na Califórnia, em 2007. Com vários tipos, Laíta lista as cervejas mais indicadas. "As mais claras, com menor teor alcoólico, tendem a ser mais leves no metabolismo e menos agressivas ao fígado. As versões escuras e com alto teor alcoólico podem ser mais pesadas, tanto calórica quanto digestivamente". 
As calorias entre elas variam. "As versões tradicionais têm cerca de 150 calorias por lata. Já as do tipo puro malte ou artesanal costumam ter ainda mais. Se a ideia é não sair da linha, as cervejas do tipo 'light', 'ultra low carb' ou 'zero álcool' são as menos calóricas, com valores que variam de 50 a 90 calorias por unidade". 
Laíta ressalta que, apesar dos benefícios, a bebida nunca deve ser vista como fonte de nutrientes. "Os compostos benéficos existem, mas não justificam o consumo. O risco do álcool sempre precisa ser levado em conta. O que vale é o equilíbrio, o contexto da dieta e do estilo de vida". 
A atriz Gabi Roncatti conta que é adepta a uma cervejinha gelada de vez em quando. "Já fui do time que tomava cerveja quase todo dia, confesso. Hoje em dia, pego mais leve. Deixo para um dia da semana só… ou dois, vai, no máximo, quando é fim de semana (risos). Mas, para manter o corpo saudável, eu malho todos os dias e pratico a risoterapia. E parece brincadeira, mas não é. Rir traz muitos benefícios, inclusive comprovados pela ciência", afirma ela, que precisou mudar o tipo da bebida que consumia ao descobrir, em 2020, que é celíaca. "Hoje eu só consumo cerveja sem glúten. Algumas coisas mudaram, é verdade, mas a vontade de brindar e aproveitar continua a mesma".