Uma conversa para desmistificar tabus e mostrar que saúde íntima também é qualidade de vidaReprodução/internet

Olá, meninas!
Vocês já repararam como a gente fala sobre cuidar do cabelo, da pele, das unhas… mas quando o assunto é saúde íntima, ainda existe muito silêncio, tabu e até vergonha? Pois é, mas esse cenário vem mudando — e uma das grandes responsáveis por isso é a ginecologia regenerativa, uma área que olha para a mulher de forma completa, ajudando não só na estética, mas também na saúde e no bem-estar.

Para falar sobre esse tema que desperta tanta curiosidade (e ainda muitas dúvidas), conversei com a querida dra. Maria Luiza Bahia, ginecologista que trouxe explicações super claras sobre os principais tratamentos disponíveis hoje, seus benefícios e, claro, como lidar com as inseguranças que muitas de nós ainda carregamos quando o assunto é o cuidado íntimo.
Confira abaixo:
O que é a ginecologia regenerativa e como ela tem transformado o cuidado com a saúde íntima da mulher?
A ginecologia regenerativa estética e funcional é uma especialidade dentro da ginecologia que não se limita em tratar doença, é uma especialidade que surgiu como uma nova forma de cuidar da mulher de uma forma completa e integrativa, devolvendo a ela uma autonomia sobre seu corpo e sua intimidade.

Quais são os principais tratamentos de estética íntima disponíveis hoje e para quem eles são indicados?

Temos sim indicações específicas para cada tratamento, mas a indicação é sempre individualizada, priorizando a queixa da paciente.
Os principais tratamentos da estética íntima são:
Clareamento íntimo - indicação para clarear a parte íntima;

Bioestimuladores - produção de colágeno para melhorar a flacidez;

Preenchedores - preencher a parte íntima. A medida que vamos envelhecendo ou o próprio emagrecimento leva a perda da gordura na região íntima, dando a sensação também da flacidez;

Tecnologias de energia - como laser CO2, ultrassom microfocado e radiofrequência que estimula a produção do colágeno levando a melhora dos sintomas como frouxidão, ressecamento vaginal, perda de urina aos esforços.

Cirurgias minimamente invasivas - para diminuição do clitóris e pequenos lábios.

Esses procedimentos são apenas estéticos ou também trazem benefícios funcionais, como melhora da lubrificação ou da dor durante a relação sexual?

Trazem muitos benefícios funcionais. Pacientes no climatério e/ou menopausa com ressecamento vaginal melhoram a lubrificação e a dor na relação sexual.
Pacientes com perda de urina aos esforços melhoram esses sintomas com a tecnologia como microfocado, laser e radiofrequência.

Existem riscos ou contraindicações para os tratamentos de rejuvenescimento íntimo?

Qualquer procedimento possui seu risco, mas os riscos na ginecologia regenerativa são pequenos.

Cada procedimento é individualizado, mas gestantes, lactantes, pacientes com lesões ativa na região da vulva, alergia a algum componente do produto possuem contraindicação.

Muitas mulheres sentem vergonha ou tabu em buscar esse tipo de cuidado. Como você orienta suas pacientes nesse sentido?
Primeiramente o acolhimento e o escutar a queixa inicial da paciente. Em seguida, construir uma relação médico-paciente, leve e de confiança.
Depois, introduzir o assunto do auto conhecimento, para identificar o que incomoda ela. E tratar o assunto com mais naturalidade e leveza.

Dependendo da paciente, a construção dessa relação às vezes não constrói na primeira consulta… mas o importante é o acolhimento e a confiança.