Peça está em cartaz no Teatro Clara Nunes, no shopping da Gávea, até o dia 23 de novembroDivulgação/Carlos Costa
Em uma entrevista super sincera ao O Globo, Vera contou que, por muito tempo, se sentiu um pouco apagada, triste e até desvalorizada. Mas hoje ela vive uma fase totalmente diferente — está feliz com quem é, em paz com o corpo, com a sexualidade e com a mulher que se tornou. E dá pra ver isso no olhar dela, sabe?
A peça, inclusive, fala sobre temas que tocam muitas de nós: o etarismo, o amadurecimento, a autoestima e a luta por espaço num mundo que insiste em idolatrar a juventude. Vera faz questão de mostrar que a maturidade não é o fim de nada — é, na verdade, um recomeço cheio de força e liberdade.
Ela mesma comenta que já sentiu na pele as dificuldades de envelhecer sendo mulher num meio que cobra beleza eterna. Durante anos, viu os convites diminuírem e percebeu o peso das expectativas sobre a aparência. Mas hoje, ela vive outro tempo — o da tranquilidade escolhida. Prefere a casa dela, a companhia dos gatos, as plantas, os amigos de verdade e um ritmo de vida mais leve.
E o mais bonito é que a história do espetáculo reflete exatamente isso: dois artistas que foram ícones de uma série nos anos 90 se reencontram depois de décadas e são obrigados a encarar o tempo, as mudanças do corpo, os desejos que persistem e o medo da invisibilidade.
Com a sabedoria de quem já viveu muita coisa, Vera lembra que cada fase da vida tem sua própria beleza — e que não existe idade certa pra amar, sonhar, trabalhar e se reinventar. “O importante é continuar vivendo com alegria e autenticidade”, diz ela. E, sinceramente, dá pra sentir que ela está fazendo exatamente isso.

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