Por clarissa.sardenberg

Rio - O presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Jorge Picciani (PMDB), quer adiantar em dois dias o término da votação do pacote de austeridade do governo, que propõe redução de gastos com o funcionalismo, aumento de impostos e corte de programas sociais.

O calendário divulgado inicialmente pelo Legislativo previa que o último projeto fosse votado no dia 15, e, agora, o parlamentar divulgou nova agenda finalizando as votações no dia 13, e reservando esta data para a análise apenas da proposta que trata do orçamento estadual. A pressa na aprovação do pacote sinaliza a intenção do governo em apresentar uma contrapartida à União para conseguir recursos ainda este ano e, assim, garantir previsão de pagamento do 13º salário do funcionalismo.

O anúncio de Picciani foi feito na tarde desta terça-feira, no início da sessão de votação do projeto que reduz em 30% do salário do governador e secretários. Mais cedo, às 10h, representantes do Executivo, como o secretário de Fazenda, Gustavo Barbosa, e o procurador geral do Estado, Leonardo Espíndola, se reuniram com líderes partidários e o presidente da Casa.

Servidores protestam contra 'pacote de maldades' na frente da Alerj nesta terça-feira Luiz Ackermann / Agência O Dia

Com as mudanças anunciadas pelo presidente do Legislativo Fluminense, amanhã, o colégio de líderes ocorrerá às 9h. E a ideia é realizar sessão extraordinária às 13h, para votar dois projetos que antes estavam agendados para quinta-feira.

Os textos são referentes à redução do subsídio do Bilhete Único e ao fim da isenção de tarifa nas Barcas para moradores de Paquetá e Ilha Grande. Depois, às 15h, seguiria a votação já agendada: mudanças de regras de pagamentos com precatórios e o fim da anistia a devedores.

Na quinta-feira, serão antecipadas as votações dos textos que iriam ao plenário na segunda e na terça-feira. E, na segunda-feira, às 13h, a voação será dos projetos marcados para quarta e quinta-feira.

Hoje, já foram aprovados os textos que tratam de redução de despesas do Legislativo. A votação foi em sessão extraordinária, às 14h. Antes, o deputado Eliomar Coelho (Psol) pediu a suspensão da votação, em decorrência da praça de guerra que se tornou a região.

Servidores chegaram a lançar rojão em direção à Casa Legislativa mais cedo e a PM reprimiu o ato com bombas de efeito moral. Nos corredores da Alerj, o forte cheiro chegou a fazer alguns funcionários passarem mal.

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