Mais de 515 mil trabalhadores ainda não sacaram FGTS inativo no Rio

Prazo termina na próxima segunda-feira. Cerca de R$ 286 milhões estão à disposição para retirada

Por O Dia

Rio - Na reta final do período de saque do FGTS inativo, 515,9 mil trabalhadores no Estado do Rio ainda não foram a uma agência da Caixa Econômica Federal retirar o dinheiro. Ao todo no estado, estão à espera dos beneficiários cerca de R$ 286,7 milhões.

O prazo termina na próxima segunda-feira e não será estendido. Em todo o país, ainda restam pelo menos 4,9 milhões de pessoas com direito aos recursos, num total de R$ 800 milhões que estão à disposição. 

De acordo com o último levantamento da Caixa, de 19 de julho, mais de R$ 42,8 bilhões foram pagos a 25,3 milhões trabalhadores beneficiados pela Lei 13.446/2017. O valor liberado até esta data, conforme o banco, equivale a 98,33% do total inicialmente disponível para saque, ou seja R$ 43,6 bilhões. Já o número de pessoas que sacaram os recursos das contas do Fundo de Garantia representa 83,73% das 30,2 milhões de quem era beneficiado pela medida.

Prazo de retirada não será prorrogado para quem não sacou na CaixaDivulgação

Podem retirar os recursos inativos do FGTS todos os trabalhadores que tiveram contratos de trabalho encerrados até 31 de dezembro de 2015 com pedido de demissão ou dispensa por justa causa.

Os saques das contas inativas começaram março e seguem até o dia 31 de julho. Houve um calendário específico, levando em conta o mês de aniversário dos trabalhadores.É preciso apresentar carteira de trabalho e documento de identidade para poder fazer o saque.

Após o prazo

Segundo a Caixa, os valores não retirados no prazo permanecerão nas contas do fundo, mas só poderão ser resgatados nos casos previstos na legislação, como aquisição da casa própria, aposentadoria e a permanência de pelo menos três anos fora do regime do FGTS. Neste caso, também tem direito ao saque o trabalhador que for demitido sem justa causa ou ficar sem carteira assinada por três anos consecutivos.

A última etapa do saque para os nascidos em dezembro começou no dia 4 de julho, após ser antecipada pelo governo. Mais de 2,5 milhões de trabalhadores em todo o país estavam aptos a sacar cerca de R$ 3,5 bilhões do fundo inativo, representando aproximadamente 8,1% do total de recursos.

Os trabalhadores que nasceram nos meses anteriores e ainda não retiraram o saldo poderão sacar ou transferi-los para suas contas-correntes até dia 31.

Veja como fazer

- Quem tem direito

Pode fazer o saque das contas inativas do FGTS o trabalhador que pediu demissão ou foi demitido por justa causa até 31 de dezembro de 2015.

- Opções para saque

Os beneficiários têm quatro opções para recebimento dos valores que estão nas contas inativas do FGTS. Quem tem conta-corrente na Caixa, por exemplo, pode pedir o recebimento do crédito em conta, por meio da Internet.

- Caixas eletrônicos

Valores até R$ 1,5 mil podem ser sacados nos terminais de autoatendimento da Caixa, somente com a senha do Cartão Cidadão. Até R$ 3 mil, o saque deve ser feito com o Cartão Cidadão e senha nos caixas eletrônicos, nas casas lotéricas e Caixa Aqui

- Lotéricas

A retirada do FGTS inativo também pode ser feita em agências lotéricas e correspondentes Caixa Aqui. O valor máximo de saque está limitado em R$ 3.000. Há, ainda, a possibilidade de retirar o dinheiro diretamente nas agências bancárias da Caixa.

- Acima de R$ 10 mil

Para sacar os valores da conta inativa acima R$ 10 mil, as pessoas precisam apresentar documento de identificação e a Carteira de Trabalho, ou outro que comprove a rescisão de seu contrato com a empresa em que trabalhou.

- Poupanças

Além da conta poupança individual, quem tem caderneta conjunta ou conta corrente, terá direito ao crédito automaticamente. Mas para o segundo caso, é preciso ter feito a opção pelo site das contas inativas do FGTS ou pelo telesserviço no número 0800 726 2017.

- O que é o FGTS

O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e é um depósito feito mensalmente pela empresa empregadora em uma conta na Caixa Econômica Federal, em nome do empregado e no valor de 8% do seu salário total, somado de juros e correção monetária.

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