O preço médio do litro da gasolina no país passou pela primeira vez a barreira dos R$ 5, chegando R$ 5,162
O preço médio do litro da gasolina no país passou pela primeira vez a barreira dos R$ 5, chegando R$ 5,162Divulgação
Por O Dia
A Petrobras anunciou nesta segunda-feira mais um aumento dos preços da gasolina e do diesel nas refinarias. O novo reajuste começa a valer a partir desta terça-feira, de acordo com informações da companhia. A alta ocorre em meio ao processo de mudança do presidente da estatal por interferência do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). 
Os preços médios dos combustíveis nas refinarias serão de R$ 2,84 por litro para a gasolina, alta de R$ 0,23 por litro, enquanto o diesel de R$ 2,86 por litro, aumento de R$ 0,15 por litro. As altas representam aumento de 9,2% e 5,5%, respectivamente. A gasolina chega a sexta elevação dos preços e o diesel para a quinta só neste ano. Desde o início do ano, a gasolina acumula alta de 54% nas refinarias, enquanto o diesel de 41,6%.
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Em nota, a Petrobras disse que o aumento representa o alinhamento dos preços ao mercado internacional, sendo fundamental para garantir que o mercado brasileiro siga sendo suprido. "Dessa forma, sem riscos de desabastecimento, pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às regiões brasileiras: distribuidores, importadores e outros refinadores, além da Petrobras. Esse mesmo equilíbrio competitivo é responsável pelas reduções de preços quando a oferta cresce no mercado internacional, como ocorrido ao longo de 2020", dizem. 
A estatal ainda informou que os preços praticados pela Petrobras, e suas variações para mais ou para menos, associadas ao mercado internacional e à taxa de câmbio, têm influência limitada sobre os preços percebidos pelos consumidores finais.
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O preço da gasolina e do diesel vendidos na bomba do posto revendedor é diferente do valor cobrado nas refinarias da Petrobras. Até chegar ao consumidor são acrescidos tributos federais e estaduais, custos para aquisição e mistura obrigatória de biocombustíveis, além das margens brutas das companhias distribuidoras e dos postos revendedores de combustíveis.
Mudança na presidência
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Os inúmeros anúncios de altas nos combustíveis incomodou Bolsonaro, que decidiu indicar o general Joaquim Silva e Luna para ficar no lugar do atual presidente da estatal, Roberto Castello Branco. O mandato de Castello Branco termina no dia 20 deste mês. 

Com o anúncio da troca, houve um forte forte abalo nas ações da empresa, que chegou a perder R$ 75 bilhões em valor de mercado em um só dia. No ano passado, mesmo com o momento de crise, a companhia encerrou o quarto trimestre de 2020 com lucro recorde de R$ 7 bilhões.