Resolução recomenda que INSS fixe teto de juros para empréstimo consignado
Documento foi publicado no Diário Oficial da União desta quarta-feira
Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) está autorizado a elevar o teto dos juros do crédito consignado para aposentados e pensionistas - Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) está autorizado a elevar o teto dos juros do crédito consignado para aposentados e pensionistasMarcello Casal Jr/Agência Brasil
Brasília - Foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 8, a Resolução nº 1.345, de 6 de dezembro de 2021, do Plenário do Conselho Nacional de Previdência Social, que recomenda que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) fixe o teto de juros ao mês, para as operações de empréstimo consignado em benefício previdenciário, em 2,14%, e para as operações realizadas por meio de cartão de crédito, em 3,06%.
Outra indicação do documento é usar como referência, para reajuste do teto das operações de empréstimo consignado em benefício previdenciário, os juros reais anualizados em relação ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), de 16,10%.
A resolução também institui, no âmbito do Conselho Nacional de Previdência Social, Grupo de Trabalho para criação de Programa Permanente de Cidadania Financeira e Previdenciária, a ser financiado com recursos das instituições financeiras que operam com empréstimos consignados, bem como para discussão de iniciativas visando ampliar a transparência, concorrência e redução de custos dos empréstimos consignados.
A partir disso, a Dataprev, empresa de processamento de dados da Previdência Social, deverá adequar os sistemas para a adoção dos novos valores. A resolução cria ainda um grupo de trabalho que irá instituir o Programa Permanente de Cidadania Financeira e Previdenciária – que será financiado com recursos das instituições financeiras que operam com empréstimos consignados. O grupo também deve discutir iniciativas para ampliar a transparência, concorrência e redução de custos dos empréstimos consignados.
O reajuste foi um pedido da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), que afirmou que a alta dos juros era necessária para que a oferta de crédito nesta modalidade continuasse sendo feita a aposentados e pensionistas do INSS.
"Importante destacar que aqui no Conselho nós definimos o teto de juros do consignado, não a taxa que será aplicada", afirmou o secretário de Previdência do Ministério do Trabalho e Previdência, Leonardo Rolim.
A metodologia usada no cálculo do novo teto de juros do consignado teve como referência a taxa de juros real calculada em 16,1%. Considerando a taxa de juros real, o novo índice é o menor desde 2015. Os conselheiros reconheceram a necessidade de alterar a taxa para se adequar às oscilações do mercado financeiro e ressaltaram a importância da educação financeira para aposentados e pensionistas do INSS.
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