Queda da confiança dos consumidores surpreende analistas e revela desafios econômicos nos EUAReprodução

A confiança dos consumidores na economia dos Estados Unidos registrou em fevereiro sua maior queda mensal desde agosto de 2021, segundo dados divulgados nesta terça-feira (25) pela Conference Board. O índice, que reflete as preocupações com o aumento dos preços e a incerteza econômica, recuou sete pontos, passando de 105,3 em janeiro para 98,3 em fevereiro.
O economista-chefe da Pantheon Macroeconomics nos EUA, Samuel Tombs, destacou que a deterioração da confiança do consumidor está diretamente relacionada às ameaças de imposição de tarifas elevadas e cortes nos gastos e empregos federais. Desde o retorno à Casa Branca em janeiro, o presidente Donald Trump tem adotado uma postura agressiva em relação ao comércio internacional, ameaçando aliados e rivais com tarifas sobre produtos importados.

Entre as medidas anunciadas, Trump impôs taxas adicionais de 10% sobre produtos importados da China e anunciou tarifas de 25% sobre o México e o Canadá. Embora essas tarifas tenham sido suspensas temporariamente durante as negociações, a incerteza gerada por essas ações tem impactado negativamente a confiança dos consumidores.
Outro fator que contribuiu para a queda na confiança foi o aumento das expectativas dos consumidores em relação à inflação. Muitos temem que os preços subam nos próximos meses, o que pode reduzir o poder de compra e afetar o consumo. Essa preocupação é refletida no índice, que atingiu seu menor nível desde junho de 2024.
Os números de fevereiro ficaram bem abaixo das expectativas do mercado, que previa um índice de 103,1 pontos, segundo o Briefing.com. A queda acentuada surpreendeu analistas e reforçou a percepção de que a economia dos EUA enfrenta desafios significativos, tanto no âmbito interno quanto no cenário internacional.