Taxa em 12 meses ficou em 5,26%Reprodução/Agência Brasil

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,64% em março, após ter subido 1,23% em fevereiro, informou nesta quinta-feira, 27, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado ficou levemente abaixo da mediana de estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pelo Projeções Broadcast, que apontava alta de 0,68%. O intervalo de estimativas ia de alta de 0,35% a 0,84%.

Com o resultado anunciado hoje, o IPCA-15 acumulou um aumento de 1,99% no ano. A taxa em 12 meses ficou em 5,26%. As projeções iam de avanço de 4,95% a 5,47%, com mediana de 5,30%.
Alimentação e bebidas
O grupo Alimentação e Bebidas teve uma elevação de 1,09% em março, resultando numa contribuição de 0,24 ponto percentual para a taxa de 0,64% registrada IPCA-15 neste mês. Em fevereiro, o mesmo grupo havia apresentado elevação de 0,61% e gerado impacto de 0,14 ponto percentual na taxa geral de 1,23% do IPCA-15

A alimentação no domicílio avançou 1,25% em março no IPCA-15. Houve aumentos no ovo de galinha (19,44%), tomate (12,57%), café moído (8,53%) e frutas (1,96%).

A alimentação fora do domicílio aumentou 0,66%. A refeição fora de casa subiu 0,62%, e o lanche avançou 0,68%.
Transportes
Os gastos das famílias com Transportes passaram de uma elevação de 0,44% em fevereiro para uma alta de 0,92% em março, uma contribuição de 0,19 ponto percentual para a taxa de inflação de 0,64% apurada neste mês pelo índice. Em fevereiro, o impacto do grupo Transportes para o resultado geral havia sido de 0,09 ponto porcentual.

Em março, os combustíveis subiram 1,88%. Houve aumentos nos preços do etanol (2,17%), do óleo diesel (2,77%), do gás veicular (0,08%) e da gasolina (1,83%).

A gasolina foi o subitem de maior pressão no IPCA-15, uma contribuição individual de 0,10 ponto percentual.

As passagens aéreas aumentaram 7,02% em março, um impacto de 0,05 ponto porcentual na inflação. O trem apresentou alta de 1,90%, devido ao reajuste de 7,04% nas tarifas no Rio de Janeiro a partir de 2 de fevereiro.

O ônibus intermunicipal avançou 0,46%, em decorrência do reajuste médio de 14% em Porto Alegre a partir de 1º de fevereiro.
Habitação
Os gastos das famílias brasileiras com Habitação passaram de uma elevação de 4,34% em fevereiro para um aumento de 0,37% em março, uma contribuição de 0,06 ponto percentual para o índice. A taxa do IPCA-15 foi de 0,64% em março ante 1,23% em fevereiro, quando o impacto de Habitação havia sido de 0,63 ponto percentual no resultado geral.

Passados os meses de influência mais aguda do Bônus de Itaipu, a energia elétrica residencial subiu 0,43% em março, incorporando o reajuste de 1,37% em uma das concessionárias do Rio de Janeiro a partir de 15 de março, "sendo a queda registrada devido à redução na alíquota do Pis/Cofins".

O gás encanado diminuiu 0,51%, com reajustes tarifários incorporados a partir de 1º de fevereiro no Rio de Janeiro (redução média de 1,55%) e em Curitiba (redução de 3,01%).
Despesas pessoais
Os gastos das famílias brasileiras com despesas pessoais passaram de uma elevação de 0,01% em fevereiro para um aumento de 0,81% em março, uma contribuição de 0,08 ponto percentual. A taxa do IPCA-15 foi de 0,64% em março ante 1,23% em fevereiro, quando houve impacto zero do grupo Despesas Pessoais no resultado geral.

A variação de Despesas Pessoais em março foi influenciada pelo alta de 7,42% em cinema, teatro e concertos, após o fim da semana do cinema, campanha que concedeu descontos nos ingressos em fevereiro.