Haddad disse que governo tomou as medidas necessárias para combater a inflaçãoFabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil
"Tanto do ponto de vista fiscal quanto do ponto de vista monetário, se tomaram medidas no sentido de conter a inflação, já prevendo esse repique", ele disse, em uma entrevista à BandNews FM e à BandNews TV. "Então, preventivamente, já antes de acontecer, nós já tomamos medidas para, se acontecesse, a inflação ser controlada num horizonte razoável."
Haddad afirmou que a supersafra brasileira e a queda dos preços de commodities devem colaborar para diminuir a inflação. A turbulência externa, que tornou o cenário mais incerto, começou antes da eleição do presidente norte-americano, Donald Trump, que anunciou uma série de tarifas sobre a importação de produtos
"Nós estamos vivendo isso, mas nós estamos tomando as medidas necessárias para reverter essa situação", afirmou Haddad.
O ministro acrescentou, ainda, que o novo consignado privado não poderia esperar, já que visa reduzir os juros do crédito pessoal, saindo de mais de 5% ao mês para menos de 3% ao mês - esta última taxa, no caso dos bancos públicos, elogiados por Haddad.
"Você está trocando uma dívida muito cara por uma dívida bem menos cara", disse ele. "O ideal é a gente atingir patamares de taxa de juros do mundo civilizado, mas para isso muitas reformas precisam ser feitas, como essa do crédito consignado, como foi o caso do marco de garantias."
O ministro repetiu críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, dizendo que ele não aumentou o salário mínimo acima da inflação e manteve a tabela do Imposto de Renda (IR) congelada. Agora, segundo Haddad, o ajuste será feito com a contribuição desse "andar de cima", que não pagava pelos ajustes.
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