Presidente do Banco Central, Gabriel GalípoloLula Marques/ Agência Brasil
Galípolo avaliou que, apesar da integração regional, principalmente na Ásia, a cadeia de valor passa por outros países, como o México, para, no final, escoar aos mesmos mercados a um custo mais elevado.
"Acho que o que está sendo discutido agora, de alguma maneira, tende a caminhar também para um deslocamento da curva de oferta para um ponto pior", declarou o banqueiro central, apontando também a um segundo movimento da política comercial do presidente dos EUA, Donald Trump: o desequilíbrio entre oferta e demanda no mercado de títulos, especialmente o norte-americano.
Em sua fala, Galípolo ressaltou a incerteza sobre o futuro, que não pode ser estimada por meio de probabilidade e com impactos de difícil mensuração, algo que, lembrou, vem sendo registrado na comunicação oficial do BC. Nesse ambiente, o BC, pontuou, tem conseguido fazer uma comunicação que tem durado ao longo do tempo porque teve humildade de reconhecer incerteza.
O momento, reforçou Galípolo, demanda cautela e flexibilidade, sendo que a incerteza amplia muito as tensões comuns na comunicação de política monetária. O presidente do BC observou ainda que parece haver um diferencial entre países que têm espaço para estímulo fiscal em meio a uma possível desaceleração econômica.
"Provavelmente haverá ruído em estatísticas de vários países em razão das tarifas de Trump", disse Galípolo.
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