Mediana do relatório para o IPCA de 2025 caiu de 5,09% para 5,07%Marcello Casal Jr / Agência Brasil
A projeção para o IPCA de 2026 caiu pela terceira vez consecutiva, de 4,44% para 4,43%. Considerando apenas as 42 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana recuou de 4,45% para 4,39%.
O Banco Central espera que o IPCA some 4,9% em 2025 e 3,6% em 2026, conforme a trajetória divulgada no último comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom). No horizonte relevante, o primeiro trimestre de 2027, o colegiado espera que a inflação em 12 meses seja de 3,4%.
Na última decisão, o comitê manteve a taxa Selic em 15,0%, e afirmou que "antecipa uma continuação na interrupção no ciclo de alta de juros", com o objetivo de examinar os impactos do ajuste que já foi realizado e se esse nível de juros, mantido por período "bastante prolongado", é suficiente para fazer a inflação convergir à meta.
A partir deste ano, a meta de inflação é contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos.
Se a inflação ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo. Isso aconteceu após a divulgação do IPCA de junho, no dia 10 de julho A autoridade monetária publicou uma carta aberta informando que espera queda da taxa abaixo de 4,50% no fim do primeiro trimestre de 2026.
A mediana do Focus para a inflação de 2027 permaneceu em 4,0% pela 24ª semana consecutiva. A projeção para o IPCA de 2028 continuou em 3,80%. Um mês antes, era de 3,80%.
O Banco Central aumentou a sua estimativa de crescimento da economia brasileira este ano, de 1,9% para 2,1%, no Relatório de Política Monetária (RPM) do segundo trimestre. Segundo a autarquia, a atividade continua resiliente, embora já seja possível observar "certa moderação" no ritmo de expansão.
A estimativa intermediária do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2026 oscilou de 1,89% para 1,88%. Um mês antes, era de 1,86%. Considerando só as 25 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, aumentou de 1,88% para 2,0%.
A mediana para o crescimento do PIB de 2027 caiu de em 2,0% para 1,95%, após 17 semanas de estabilidade. A estimativa intermediária para 2028 ficou estável, em 2,0%, pela 73ª semana seguida.
No seu comunicado, o Copom afirmou que a incerteza demanda "cautela" na condução da política monetária. E informou que antecipa uma "continuação na interrupção do ciclo de alta de juros", para avaliar se a manutenção da Selic em 15% por período "bastante prolongado" é suficiente para fazer a inflação convergir à meta.
"O comitê enfatiza que seguirá vigilante, que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e que não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso julgue apropriado, disse o Copom, no seu comunicado.
Considerando apenas as 41 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a mediana para a Selic no fim deste ano também se manteve em 15%.
A mediana para a Selic no fim de 2026 permaneceu em 12,50% pela 27ª semana consecutiva. Levando em conta apenas as 40 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a estimativa intermediária também continuou em 12,50%.
A projeção para o fim de 2027 continuou em 10,50% pela 25ª semana seguida. A mediana para a Selic no fim de 2028 se manteve em 10% pela 32ª semana consecutiva.
A projeção para o dólar no fim de 2027 permaneceu em R$ 5,70. Um mês antes, era de R$ 5,75. A mediana para o fim de 2028 também continuou em R$ 5,70. Quatro semanas antes, era de R$ 5,80.
A projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média para a taxa no mês de dezembro, e não no valor projetado para o último dia útil de cada ano, como era até 2020.
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.