Galípolo afirmou que não há rivalidade entre Pix e cartões Jose Cruz/Agência Brasil
As declarações de Galípolo foram realizadas no Blockchain.RIO, evento focado em tecnologia blockchain e Web3, realizado no Rio de Janeiro.
Ele reforçou que os avanços obtidos com o Pix só ocorreram porque houve uma "corrida de bastão" dentro do Banco Central, em que um presidente passou suas entregas para outro.
"A discussão do Pix começa em 2013, em 2018 são divulgados os requisitos técnicos e em 2020 é lançado. De lá para cá, vemos esse resultado estrondoso", afirmou Galípolo, ressaltando alguns números, como o uso por mais de 150 milhões de pessoas físicas, 15 milhões de empresas e R$ 2,8 trilhões movimentados só em junho.
"Como a gente viu agora também, o Pix revela uma infraestrutura estratégica e crítica para o País, é uma segurança para o País que ele seja gerenciado e administrado para o Banco Central", disse.
Custo do crédito
No mesmo evento, Galípolo repetiu que é importante aumentar o nível de colateralização para reduzir o custo do crédito no Brasil. Ele vem afirmando que as taxas de juros cobradas do tomador são muito altas, o que diminui a eficiência da política monetária.
"O custo que as pessoas físicas e jurídicas pagam no crédito costuma ser, no Brasil, um múltiplo da Selic", disse o presidente do BC. "Conseguir reduzir essas fricções e apresentar garantias é a maneira correta de reduzir a percepção de risco para quem está concedendo crédito e conseguir reduzir o spread e reduzir a taxa de juros."
Galípolo também repetiu que o Pix em Garantia, que faz parte da agenda evolutiva do sistema de pagamentos, deve permitir a colateralização e reduzir o custo do crédito.
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.