Diogo Guillen participou do evento da Warren Investimentos.Paulo Pinto/Agência Brasil


São Paulo - O diretor de Política Econômica do Banco Central (BC), Diogo Guillen, disse nesta segunda-feira, 18, que o mercado de câmbio não mostrou desde o início do ano um comportamento "anômalo". O desempenho do real em relação ao dólar, avaliou, está relacionado mais a fatores externos, com o carry trade - operações que visam ganhos pelo diferencial de juros - adicionando volatilidade.

"Nesse ponto, eu acho que não há nada anômalo no mercado de câmbio ao longo desse ano", comentou Guillen ao participar de evento da Warren Investimentos.

O diretor do BC ressaltou que o mandato da autarquia visa a meta de inflação, e não de carry trade.

Conforme Guillen, o BC não nota uma disfuncionalidade no mercado de câmbio que justifique uma intervenção.
Impacto fiscal
Guillen disse que a autarquia só incorpora em seus modelos as medidas de impacto fiscal que já se tornaram lei. "O que já foi aprovado em lei vai ser implementado", comentou. Ele confirmou que o lançamento do crédito consignado a trabalhadores do setor privado já está contemplado nas projeções do BC.

Conforme Guillen, as medidas fiscais entram no debate do BC como uma variável exógena, sendo que sua incorporação no modelo é difícil.

Ainda assim, ele entende que, mesmo sendo mais expansionista, o impacto da política fiscal sobre a atividade e consequentemente sobre a inflação é baixo.