Pesquisa mostra a importância do setor de óleo e gás para o financiamento de políticas públicas no BrasilCNI/Divulgação
O levantamento "Importância do setor de O&G para as contas públicas" detalha que, somente em 2023, a arrecadação federal atribuída ao setor ultrapassou R$ 155,8 bilhões. Para dimensionar o impacto, o montante seria suficiente para financiar, alternativamente:
- 102% de todo o orçamento do Ministério da Educação;
Impacto nos estados
A análise demonstra que a relevância do setor também é crucial para os entes subnacionais. Em média, a arrecadação gerada pela indústria de O&G equivale a cerca de 13% dos orçamentos estaduais. Isso ocorre tanto pelo repasse de royalties e Participações Especiais (PE) quanto pela arrecadação de ICMS sobre combustíveis, que em 2023 totalizou R$ 116 bilhões.
O caso mais emblemático é o do Rio de Janeiro, onde a arrecadação de R$ 30,4 bilhões proveniente do setor equivale a 34% das receitas totais do Estado. O estudo destaca ainda a importância do ICMS para estados não produtores, como Goiás, onde o imposto sobre combustíveis representa 24% da arrecadação total do tributo, e Mato Grosso do Sul, com 26%.
O estudo do IBP consolida, de forma inédita, as diversas fontes de receita geradas pelo setor, incluindo, além do ICMS e das participações governamentais (Royalties e Participações Especiais), os valores de Bônus de Assinatura, o Lucro-Óleo da União nos contratos de partilha e os tributos federais gerais, como PIS/Cofins, CSLL e IRPJ, que incidem sobre toda a cadeia produtiva.
A análise conclui que o setor de óleo e gás se mantém como um ativo estratégico para o Brasil, não apenas sob a ótica energética, mas como um pilar do financiamento público. A continuidade e o fortalecimento da indústria são, portanto, essenciais para gerar riqueza, empregos e as receitas que financiam o desenvolvimento nacional e o bem-estar da população.

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