Hospedagem: RJ lidera a procura e registra a maior queda no preço médio da diária, 32% mais barato que no ano passadoReginaldo Pimenta/Agência O Dia
Entre os destinos internacionais, Madri aparece com alta de 64% nas pesquisas por voos, seguida por Roma (22%). Lisboa, Orlando e Paris completam a lista de preferências. No quesito hospedagem, o Rio de Janeiro lidera a procura e registra a maior queda no preço médio da diária, 32% mais barato que no ano passado.
Para Gustavo Vedovato, country manager do Kayak no Brasil, os dados confirmam que essa época é uma boa oportunidade para os viajantes. "Além de um menor fluxo de turistas e clima favorável, é um período que combina preços mais convidativos, como no caso das hospedagens e em alguns destinos mais buscados para voos", afirma.
A especialista em turismo e cruzeiros Santuza Macedo, CEO da Diamond Viagens, reforça que a baixa temporada pode representar de 20% a 40% de economia em passagens, hospedagens e passeios. “Além da diferença no preço, muitos destinos oferecem pacotes promocionais e vantagens extras, como upgrades de acomodação, roteiros personalizados e acesso facilitado a atrações que, em épocas de maior movimento, costumam exigir longas filas e reservas antecipadas”, explica.
Segundo ela, os destinos nacionais de praia e serra, como o Nordeste, Foz do Iguaçu e Gramado, estão entre os mais procurados neste período, além de pacotes internacionais para América do Sul e Caribe. O perfil de viajantes que mais aproveita a baixa temporada, diz Santuza, é formado por casais, aposentados e profissionais com flexibilidade para tirar férias fora dos períodos escolares.
A Decolar também confirma o aumento da procura por pacotes em setembro e outubro. De acordo com Renata Dias, gerente de Vendas da empresa, São Paulo, Florianópolis, Belo Horizonte, Porto Seguro e Vitória estão entre os destinos nacionais com os maiores descontos no momento. No cenário internacional, Montevidéu, Santiago, Buenos Aires e Orlando se destacam. “Os pacotes para o Nordeste estão entre os mais buscados na baixa temporada, geralmente incluindo passagens aéreas, hospedagem em resorts all inclusive e experiências culturais. Essa combinação proporciona tarifas mais competitivas e atendimento mais personalizado, já que há menos aglomeração”, observa.
Renata destaca que a diferença média entre baixa e alta temporada varia conforme o destino, mas a flexibilidade de datas pode garantir economias significativas. Além disso, recomenda que os viajantes priorizem pacotes completos, que podem gerar economia de até 35% em comparação à compra separada de passagens e hospedagem. Sobre formas de pagamento, ela afirma que o parcelamento em até 12 vezes sem juros é uma das condições mais buscadas, junto ao desconto de 5% no Pix.
Entre os consumidores, a produtora de eventos Andressa Francine, 31 anos, escolheu outubro e novembro para viajar para o Rio de Janeiro e Salvador em função de eventos culturais que acompanha, mas também pelo custo-benefício. “Peguei hotéis em boa localidade e com preço justo. As passagens também estão mais baratas. Mesmo o RJ, que vou de ônibus, saiu ida e volta por menos de R$ 200. Isso seria impossível em alta temporada”, conta.
Ela também lembra que já esteve em Salvador durante o Carnaval e gastou muito mais. “Em fevereiro de 2023, a passagem de volta custou cerca de R$ 650 em um voo de madrugada. Agora, vou pagar R$ 417 para voltar em um horário de tarde, ficando em uma pousada perto do Farol da Barra por R$ 350, com café da manhã incluído. É uma economia e tanto”, compara.
A influenciadora Nathalia Tosto, 40 anos, também aproveitou o período para planejar uma viagem com a família para Gramado em outubro. “Antes do Natal Luz, a cidade é menos movimentada. Consegui passagens com milhas que custavam em torno de R$ 200 ida e volta. Os hotéis também têm preços melhores por não estarem na alta temporada”, explica. Autônoma, ela conta com mais liberdade para ajustar as datas das viagens. “Ir fora da alta temporada vai me permitir fazer mais coisas e de forma mais confortável por conta do volume menor de pessoas na cidade e dos preços mais baixos.”
Já a professora e blogueira de viagem Denise Barreto, 39 anos, escolheu Paraíba do Sul, no interior do Rio de Janeiro, para uma viagem em família com amigas e seus cães. “Queríamos um lugar calmo, com opções de ecoturismo e turismo histórico. O fato de ser baixa temporada nos motivou a fazer agora. Colocamos um teto de R$ 2 mil para hospedagem e conseguimos uma propriedade grande só para nós”, relata.
Ela também reforça que costuma viajar nesse período para destinos turísticos, como o Nordeste, justamente pela diferença de preços. “Destinos muito procurados costumam ter valores bem mais altos na alta temporada. Se possível, vale se programar para ir fora desses períodos”, recomenda.
Especialistas reforçam que, para garantir as melhores condições, o planejamento é fundamental. Pesquisar com antecedência, manter flexibilidade de datas e considerar pacotes completos são estratégias que podem reduzir significativamente os custos. “Viajar na baixa temporada não significa abrir mão de qualidade. Pelo contrário: é a chance de viver experiências únicas com mais tranquilidade, menos filas e preços mais acessíveis”, resume Santuza.
Porto Seguro: pacote de 4 noites (passagem aérea e hospedagem com café da manhã) a partir de R$ 875 por pessoa.
São Paulo: pacote 2 noites (passagem aérea e hospedagem com café da manhã) a partir de R$ 618 por pessoa.
Orlando: pacote 7 noites (passagem aérea e hospedagem) a partir de R$ 3.720 (12 x R$ 310) por pessoa.
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