O presidente Luiz Inácio Lula da Silva irá se reunir com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, no fim da tarde desta quarta-feira (29). Na pauta devem estar as compensações para fechar o Orçamento de 2025 e 2026 e possíveis avanços nas negociações com os Estados Unidos sobre o tarifaço.
Segundo Haddad, a conversa será depois da posse do novo ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos, marcada para as 16h, no Palácio do Planalto.
Antes de se encontrar com Haddad, Lula tem uma reunião com os ministros Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública), Rui Costa (Casa Civil), Glesi Hoffmann (Relações Institucionais), entre outros, para falar sobre as possíveis ações do governo sobre a megaoperação no Rio que deixou dezenas de mortos nesta terça-feira (28). O presidente retornou de uma viagem internacional para a Malásia na noite da última terça.
Até o momento, 64 pessoas foram mortas oficialmente na operação, sendo 60 suspeitos e quatro policiais (dois civis e dois militares). No entanto, na manhã desta quarta-feira, moradores levaram mais de 50 corpos à Praça São Lucas, na Penha. Ainda será feita uma perícia para confirmar a relação das mortes com a operação policial.
'Bastante impressionado'
Em conversa com jornalistas na portaria do Ministério da Fazenda, Haddad afirmou ainda estar bastante bem impressionado com as conversas com a Câmara dos Deputados sobre a possibilidade de votar matérias que compensem a frustração fiscal da medida provisória que compensava a alta do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
"Eu estou bastante bem impressionado com a evolução da conversa com a Câmara, sobretudo com o presidente Hugo Motta. Eu penso que o clima está melhorando muito para votar algumas matérias importantes para fechar o orçamento da forma como planejado", disse.
Sobre a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, Haddad afirmou que, apesar de a lei ter tempo determinado, o governo não irá retroceder da isenção no futuro. "Na verdade, ninguém vai retroceder disso. É que quando se aprova uma lei, se aprova por tempo determinado, por exigência legal", afirmou.
Ele repetiu que a intenção do relator no Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), é evitar que o texto retorne à Câmara. Para isso, em tese, só poderia fazer alterações de redação no projeto.
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