Energia elétrica foi a principal influência negativa no IPCAAgência Brasil
A taxa acumulada pela inflação no ano ficou em 3,73%. O resultado acumulado em 12 meses foi de 4,68% até outubro, ante taxa de 5,17% até setembro.
A energia elétrica foi a principal influência negativa no índice do mês (-0,10 ponto porcentual), com destaque para a energia elétrica residencial, que registrou queda de 2,39%.
Os preços de Alimentação e bebidas aumentaram 0,01%, após queda de 0,26% em setembro. Entre os componentes do grupo, a alimentação no domicílio teve queda de 0,16% em outubro, após ter recuado 0,41% no mês anterior. A alimentação fora do domicílio subiu 0,46%, ante alta de 0,11% em setembro.
O Estadão/Broadcast calcula o impacto de cada grupo no IPCA com base na variação mensal e no peso mensal disponíveis no Sistema IBGE de Recuperação Automática (Sidra). O resultado pode ter divergências pontuais com o impacto divulgado pelo IBGE, que considera mais casas decimais do que as disponibilizadas publicamente na taxa de cada item.
Os preços de Transportes subiram 0,11% em outubro, após alta de 0,01% em setembro. O grupo deu uma contribuição positiva de 0,02 ponto percentual para o IPCA.
Os preços dos combustíveis tiveram alta de 0,32% em outubro, após avanço de 0,87% no mês anterior. A gasolina subiu 0,29%, após ter registrado alta de 0,75% em setembro, enquanto o etanol avançou 0,85% nesta leitura, após alta de 2,25% na última.
Os preços de itens monitorados pelo governo saíram de uma elevação de 1,87% em setembro para deflação de 0,16% em outubro
No acumulado em 12 meses, a inflação de serviços passou de 6,14% em setembro para 6,20% em outubro. A inflação de monitorados em 12 meses saiu de 5,11% em setembro para 4,20% em outubro.
Segundo Fernando Gonçalves, técnico do IPCA no IBGE, alguns serviços podem estar sim com pressão de demanda, como passagens aéreas, enquanto outros itens podem estar subindo por uma reposição de alta de custos.
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