Sede do Rioprevidência Arquivo / O Dia
A autarquia é responsável pela gestão dos pagamentos de aposentados e pensionistas, enquanto o pagamento dos servidores ativos é de responsabilidade da Secretaria de Fazenda. A folha de pagamento do governo do estado do Rio tem 421,793 servidores, sendo 177.925 funcionários ativos e 84.385 pensionistas, incluindo policiais militares, civis, do Corpo de Bombeiros e da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), que soma R$ 3,2 bilhões mensalmente.
Aplicação
“O montante relativo ao investimento que vem sendo equivocadamente veiculado se deve a um cálculo feito pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ), que inclusive já foi esclarecido pelo Rioprevidência em recurso apresentado à Corte de Contas”, diz a nota.
O Rioprevidência informou que "está em negociação para substituir as letras por precatórios federais”.
Conforme a autarquia, à época dos investimento, o Banco Master tinha autorização para funcionar e apresentava indicador de “grau de investimento” — rating nacional de longo prazo “A-”, atribuído pela Fitch Ratings, o que lhe atestava solidez financeira e a credibilidade institucional.
"As aplicações foram realizadas em conformidade com todos os regramentos vigentes à época e de acordo com o Plano Anual de Investimentos que foi aprovado pelo Conselho de Administração da autarquia", informa.
Caso Banco Master
A prisão ocorreu no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o Sistema Financeiro Nacional.
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, estima que as fraudes podem ter movimentado cerca de R$ 12 bilhões.
De acordo com as investigações, iniciadas em 2024, o Banco Master emitiu falsas operações de créditos, simulando empréstimos e outros valores a receber, além de negociar carteiras de crédito fraudulentas com outros bancos, principalmente o Banco Regional de Brasília (BRB).
O Banco Central oficializou, por meio de comunicado, a liquidação extrajudicial do Master.
O Master tornou-se conhecido por adotar uma política agressiva para captar recursos, oferecendo rendimentos de até 140% do Certificado de Depósito Bancário (CDI) a quem comprava papéis da instituição financeira – uma promessa de ganhos superiores às taxas médias para bancos pequenos – em torno de 110% a 120% do CDI.
Operações do banco com precatórios (títulos de dívidas de governos com sentença judicial definitiva) também aumentaram as dúvidas sobre a situação financeira do Master, que ao emitir títulos em dólares, não conseguiu captar recursos.
Na segunda-feira (17), o grupo Fictor, de investimentos e gestão de empresas, chegou a anunciar a compra do banco.
O Rioprevidência ressalta ainda que o pagamento de aposentadorias e pensões está garantido, não havendo qualquer risco para os segurados do Estado do Rio de Janeiro. Cabe destacar ainda que o valor investido junto à instituição é inferior ao da folha mensal paga pela autarquia aos aposentados e pensionistas, hoje em R$ 1,9 bilhão, custeada em grande parte pela receita de royalties e participações especiais.
O montante relativo ao investimento que vem sendo equivocadamente veiculado se deve a um cálculo feito pelo TCE-RJ, que inclusive já foi esclarecido pelo Rioprevidência em recurso apresentado à Corte de Contas.
Importante esclarecer ainda que à época das aplicações, o Banco Master S.A. detinha autorização de funcionamento emitida pelo Banco Central do Brasil, credenciamento ativo junto ao Ministério da Previdência Social e classificação de risco de crédito de “grau de investimento” — rating nacional de longo prazo “A-”, atribuído pela Fitch Ratings, atestando solidez financeira e a credibilidade institucional. As aplicações foram realizadas em conformidade com todos os regramentos vigentes à época e de acordo com o Plano Anual de Investimentos que foi aprovado pelo Conselho de Administração da Autarquia.
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.