Acordo UE-Mercosul criará uma das maiores áreas de livre comércio do mundoMarcos Oliveira/Agência Senado
Acordo UE-Mercosul: entenda quais são os próximos passos
Texto ainda precisa passar pelo Parlamento europeu
A União Europeia deu sinal verde, nesta sexta-feira (9), para o acordo de livre comércio com o Mercosul, negociado há mais de 25 anos. Texto, porém, ainda precisa passar pelo Parlamento europeu.
O aval provisório abre caminho para a assinatura do tratado, apoiado por empresários, mas alvo de forte oposição de agricultores europeus, especialmente na França.
O primeiro passo era a formalização dos votos, por escrito, que ocorrerá até as 17h, no horário de Bruxelas (13h no horário de Brasília). Depois essa etapa, a aprovação do bloco foi considerada oficial.
Após essa confirmação, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, pode assinar o acordo com os parceiros do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) na próxima semana, prevista para segunda-feira (12).
Para que o acordo entre em vigor, também será necessária a aprovação do Parlamento Europeu. O pacto passará, em seguida, pelos trâmites internos de aprovação de cada parte, antes de sua entrada oficial em vigor.
Do lado do Mercosul, o acordo também terá de passar pelos Congressos nacionais do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.
Se concluído, o tratado criará uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, ligando os dois blocos em um mercado de mais de 700 milhões de pessoas. Entretanto, o acordo divide a União Europeia.
Os agricultores franceses continuam sendo o principal foco de resistência. Eles argumentam que o tratado abriria espaço para concorrência desleal com produtos sul-americanos, produzidos sob regras ambientais e sanitárias diferentes das exigidas na União Europeia. Polônia, Irlanda, Hungria e Áustria também são contrários ao acordo.

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