Bares e restaurantes do Rio de Janeiro se preparam para o aumento das vendas no feriado da Semana SantaPedro Teixeira/Agência O Dia
Os empresários, em sua maioria, têm expectativas moderadas de crescimento das vendas. Segundo a pesquisa, 20% estimam alta de até 5%, enquanto 22% projetam aumento entre 6% e 10%. Já 26% esperam expansão de 11% a 20%, indicando uma parcela significativa apostando em desempenho mais robusto. Há ainda 12% que projetam aumento de até 50%, ao passo que 4% esperam crescer acima desse patamar.
Somente 9% acreditam que o faturamento deve se manter estável, enquanto 3% preveem queda. Outros 4% afirmaram que não vão abrir no feriado, e 1% das empresas não existia no mesmo período do ano passado, o que impede a comparação.
A expectativa otimista no Estado supera com folga o índice nacional, que projeta alta das vendas para 63% dos estabelecimentos. Para Maurício Costa, presidente da Abrasel-RJ, o resultado reflete tanto a força da data quanto a necessidade de recuperação do setor.
Apesar da expectativa positiva para abril, os dados mais recentes mostram que o setor segue em processo de recuperação, ainda marcado por desequilíbrios financeiros. Em fevereiro, 19% das empresas operaram no prejuízo, uma queda de cinco pontos percentuais em relação ao mês anterior. Ao mesmo tempo, 48% registraram lucro e 33% ficaram em estabilidade, indicando melhora em relação ao início do ano, mas ainda com parte relevante dos negócios sem resultado positivo consistente.
A sondagem também revela um cenário de pressão sobre as margens. Nos últimos 12 meses, 27% dos estabelecimentos não conseguiram reajustar seus preços, enquanto 63% realizaram aumentos iguais ou abaixo da inflação. Apenas 10% conseguiram reajustar acima dos índices inflacionários.
Os empresários continuam absorvendo parte do aumento de custos para evitar perda de clientes, o que impacta diretamente a rentabilidade. E um ponto de atenção diz respeito ao endividamento dos empresários. Segundo a pesquisa, 31% dos estabelecimentos têm pagamentos em atraso. Entre as principais dívidas estão impostos federais (48%), impostos estaduais (43%) e encargos trabalhistas e previdenciários (24%).

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.