Yaya Banhoro faz sucesso entre os torcedores do BanguJoão Carlos Gomes/Bangu

Rio - No samba-rock 'Umbabarauma', o cantor Jorge Ben Jor conta a história fictícia de um ponta de lança africano que faz a cidade toda ficar vazia só para vê-lo. Mas, pelas bandas da Zona Oeste do Rio, o atacante africano prefere um samba rasgado. Yaya Banhoro, contratado pelo Bangu para a temporada, gostou de ouvir 'Quando eu contar, Iaiá', gravado por Zeca Pagodinho.
Nascido em Burkina Faso, ele é uma das esperanças do Alvirrubro para ir às semifinais da Taça Rio. Falta pouco: o clube lidera o Grupo B, com 12 pontos, e encara o Vasco amanhã, às 19h, em São Januário.
Depois de fazer um dos gols da vitória sobre o Americano (2 a 0), quarta-feira, a turma do Bangu apresentou a ele a música 'Quando eu contar, Iaiá', além do samba-enredo da Mangueira de 1998, sobre o cantor e compositor Chico Buarque. Um trecho leva o nome do atacante. "Ô, Iaiá, vem pra Avenida ver meu guri desfilar".
Yaya Banhoro, de 23 anos, jogava na Primeira Divisão de Burkina Faso. "O futebol de lá é mais físico, as ligas são semiprofissionais", contou. Em 2015, ele veio para o Londrina, mas por uma trapalhada, contratado para a equipe principal, acabou obrigado a treinar na base. Depois, passou por Santos e Ponte Preta até chegar ao Bangu.
A família de Banhoro ficou em Burkina Faso, mas o atleta tem muito carinho aqui. "Estou me adaptando, nos tornamos uma verdadeira família. Fui bem recebido e estou feliz no Brasil. Espero que tudo dê certo e que eu possa crescer junto com o Bangu", torce Yaya Banhoro.