Festa do Fla termina em confusão

Comemoração que reuniu meio milhão de pessoas acabou em tumulto. Um guarda municipal foi atropelado

Por Marina Cardoso

A festa dos torcedores e jogadores do Flamengo para festejar o título da Libertadores da América terminou em tumulto, ontem à tarde, no Centro do Rio. Após quatro horas de comemoração, com meio milhão de pessoas na Avenida Presidente Vargas, segundo a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), um grupo de rubro-negros e policiais militares entraram em confronto na altura do prédio Balança Mas Não Cai, na Central. A PM usou bombas de efeito moral e balas de borracha.

De acordo com o secretário municipal de Ordem Pública, Gutemberg Fonseca, a confusão começou quando parte de um grupo tentou ultrapassar a barreira de agentes na altura da Rua de Santana.

"Quando o trio elétrico entrou na rua, um grupo fez força para acompanhar, mas o desfile encerraria ali. Para conter os torcedores, os PMs jogaram bombas de efeito moral", disse.

Na confusão, torcedores arremessaram grades de ferro, pedras portuguesas e garrafas contra os PMs. Pontos de ônibus foram quebrados no confronto. Pessoas foram levadas para o Hospital Municipal Souza Aguiar após serem atingidas por balas de borracha, spray de pimenta e sofrerem agressões e quedas. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), 23 delas deram entrada na unidade. 

A Polícia Militar informou que cinco pessoas foram detidas e encaminhadas para a 4ª DP (Praça da República) e 5ª DP (Mém de Sá). Foram recuperados 11 celulares.

Tiro atinge apartamento na Tijuca

Na noite da comemoração do segundo gol do Flamengo na final da Libertadores, um tiro acertou a janela de um apartamento na Tijuca, Zona Norte do Rio. O estudante de engenharia Lucas Feitoza, de 24 anos, estava dentro do quarto, no quinto andar do prédio, quando ouviu o barulho e sentiu estilhaços de vidro pelo corpo. A bala perfurou o vidro e por pouco não atingiu o jovem.
"Falei para quem estava em casa sair de perto da janela e esperamos a euforia das comemorações na rua passar. Depois de um tempo, um vizinho disse que tinha acontecido no vidro dele também. Se fosse um pouco mais baixo, poderia ter pego em mim, mas felizmente não estava na linha do projétil", conta.

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