RobinhoReprodução: redes sociais

Rio - Ex-empresário de Robinho, Wagner Ribeiro defendeu a inocência do ex-jogador, mesmo após ele ser condenado a nove anos por estupro pela Justiça italiana. Em entrevista à Jovem Pan, ele afirmou que Robinho foi chantageado pela mulher que o acusou antes que o caso viesse à tona e que o amigo não cometeu o crime.
"Eu acredito no Robinho, ele não estuprou ninguém. Eu frequentava a casa dos galácticos do Real Madrid e chovia mulher, o cara precisava estuprar alguma mulher? Se ela fosse uma mulher decente, pediria 1 milhão de euros pra ele quando aconteceu algo naquela boate? Agora acontece que gravaram uma conversa entre homens depois que ele foi depor onde eles ficam rindo da situação e acham que não foi consensual. Acham que houve o estupro, mas é um absurdo essa condenação do Robinho", afirmou Ribeiro.
"Ela pediu 1 milhão de euros através de uma pessoa ligada ao Robinho pra não sair o assunto na imprensa. Ela já tinha feito o exame de esperma? Não foi um estupro, foi uma coisa consensual. Ela tinha tomando todas. Acabaram com a carreira do Robinho. Eu já arrumei emprego para o Robinho em três clubes do Brasil, mas ele não conseguiu", completou.
Na opinião de Wagner, o ex-jogador foi vítima de um golpe por parte da mulher.
"Qual o problema dele pagar (1 milhão de euros)? É como se ele tivesse culpa. E segundo, poderia virar uma coisa que daqui um mês ela volta de novo. Ela tinha um exame de corpo de delito. Ou seja, ela teve uma relação com os caras porque ela estava lá pra isso. E o Robinho entrou de gaiato nessa, só que ele falou umas coisas depois que o juiz não gostou. (?) Ele não estuprou ninguém, isso aí foi um golpe", declarou.

Relembre o caso

Robinho foi julgado em três instâncias na Itália pelo estupro de uma jovem albanesa em uma boate em Milão. A sentença transitou em julgado - portanto, é definitiva e não há mais recursos possíveis. Além do jogador, um amigo dele, Ricardo Falco, foi condenado aos mesmos nove anos.
O pedido de transferência da pena é previsto na Lei de Imigração e em tratado entre o Brasil e a Itália. O Ministério da Justiça encaminhou o pedido ao STJ, que é quem analisa estes tipos de ações. O Ministério Público Federal indicou que não há impedimentos para que a ação tramite.
No último dia 30, Robinho acatou à decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e entregou seu passaporte às autoridades. O ex-jogador está proibido de deixar o país.