Torcedores do Boca Juniors e da 'Força Jovem' do Vasco na Barreira do VascoReprodução

Rio - A Secretaria de Estado de Polícia Civil e o Ministério Público realizaram neste sábado (4) uma operação para prevenir atos de violência entre torcidas organizadas na véspera da final da Libertadores. Durante a ação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares restritivas expedidas pelo Juizado Especial do Torcedor e dos Grandes Eventos.
O alvo principal é um integrante da Força Jovem Vasco que publicou postagens nas redes sociais ameaçando torcedores do Fluminense. As autoridades foram na residência do membro, na Taquara, na sede da torcida, no bairro Vasco da Gama, e na praia de Copacabana. Ele e outros dois homens foram conduzidos à Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) para prestar esclarecimentos.
"A Polícia Civil tem feito monitoramento nas redes sociais e nos locais de concentração de público. É importante ressaltar que a operação não é contra o torcedor, mas sim contra as ações criminosas que ameaçam o verdadeiro torcedor que quer festejar o esporte" disse o diretor do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE), delegado Henrique Damasceno.
As medidas cautelares restritivas se estenderão a qualquer outro membro identificado da Young Flu, Sobranada, Força Jovem do Vasco, Raça Rubro Negra e Jovem Fla. Todos ficarão proibidos de participar de qualquer evento relacionado à final da Libertadores. Para se fazer cumprir o afastamento dos implicados na decisão judicial, a Polícia Militar irá monitorar e atuar nos locais impactados pelas festividades.
A identificação do integrante da Força Jovem se deu por meio de uma ferramenta adquirida pelo Governo do Estado e que está em teste na Polícia Civil. A tecnologia utilizada auxilia no rastreamento de mídias sociais com o objetivo de identificar pessoas, com base em imagem prévia de referência.
O trabalho conjunto contou com atuação da Subsecretaria de Inteligência (Ssinte) da Polícia Civil, do Instituto de Identificação Félix Pacheco (IIFP), do Batalhão Especializado em Policiamento em Estádios (BEPE) e da DRCI, que instaurou inquérito para apurar o crime de organização criminosa.