Maradona morreu aos 60 anos de parada cardiorrespiratóriaAFP
Quatro policiais testemunharam em um tribunal em San Isidro, na periferia norte de Buenos Aires, no julgamento de sete profissionais de saúde acusados de homicídio doloso, que implica que eles sabiam que suas ações poderiam resultar em morte.
Lucas Farías, subcomissário da polícia da capital argentina, disse aos três juízes que entrou no quarto de Maradona quase uma hora e meia após sua morte. "Não vi elementos no quarto. Não vi nenhum soro que acredito que deveria ter em uma internação domiciliar", disse o oficial.
Durante a audiência, também foram exibidos vídeos mostrando a cena na casa de Maradona, incluindo seu quarto, após sua morte em 25 de novembro de 2020.
As imagens o mostram com o abdômen inchado, vestido com uma camiseta preta e shorts.
Lucas Borge, então chefe de polícia do departamento de Tigre, cidade onde Maradona morreu, explicou que quando chegou à casa, no início da tarde, ficou surpreso com "a quantidade de pessoas ali", que "estavam todas em um pátio".
Esta é a primeira rodada de depoimentos desde que o julgamento contra a equipe médica de Maradona começou, na terça-feira passada. O ídolo argentino morreu por conta de um edema pulmonar enquanto estava internado em casa.
Borge também explicou que, durante a perícia do quarto, a única pessoa presente, além de agentes judiciais e policiais, era uma das filhas do ex-jogador, Gianinna Maradona.
O julgamento deve durar até julho. Espera-se que cerca de 120 testemunhas deponham. Os réus, que afirmam ser inocentes, podem pegar entre oito e 25 anos de prisão.

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