Gabigol em treino do CruzeiroGustavo Aleixo / Cruzeiro

Rio - O atacante Gabigol, de 28 anos, começará a ser julgado nesta quinta-feira por conta caso de doping ocorrido ainda na época do Flamengo. O brasileiro entrou com um recurso e acabou sendo liberado parar atuar e agora será avaliado novamente. O julgamento terá sessão também na sexta, no CAS (Tribunal Arbitral do Esporte), em ação do atleta contra a Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) e a União Federal.
Gabigol deseja reverter a decisão em primeira instância e retirar qualquer punição imputada a ele. Por outro lado, se a decisão for mantida, terá de cumprir o restante da pena, que deixará o atacante ausente em algumas partidas deste mês.
O recurso do atacante ocorreu após ser suspenso por dois anos, a partir de abril de 2023, quando foi realizada a coleta de exames no CT do Flamengo e que deu toda origem ao julgamento (relembre o caso no fim da matéria). A decisão de punição saiu em março do ano passado.
A pena vai até este mês, porém, o atacante atua com base em um efeito suspensivo alcançado no CAS, um mês após a primeira decisão. Ele obteve o efeito suspensivo em abril de 2024, um mês após a sentença, e rapidamente foi liberado para voltar a treinar. 
Com contrato até dezembro do ano passado com o Flamengo, Gabigol não chegou a um acordo para renovação, e o jogador anunciou que deixaria o clube ao fim do contrato, acertando com o Cruzeiro. Em Belo Horizonte, ele tem nove jogos e seis gols marcados. 
Entenda o caso
Gabigol foi acusado de dificultar a realização do antidoping no CT do Flamengo, em uma abordagem surpresa. Mesmo que tenha feito o exame e testado negativo, segundo o artigo, a atitude relatada pelos oficiais de coleta se encaixa como "fraude ou tentativa de fraude de qualquer parte do processo de controle" e, por isso, o atacante respondeu pelo artigo 122 do Código Brasileiro Antidopagem. O caso aconteceu no dia 8 de abril de 2023, no Ninho do Urubu.
De acordo com os responsáveis pelo exame, Gabigol não se dirigiu a eles antes do treino, após a atividade os ignorou e foi almoçar. Além disso, teria tratado a equipe com desrespeito, não seguiu os procedimentos indicados, pegou o vaso coletor sem avisar a ninguém, irritou-se ao ver que o oficial o acompanhou até o banheiro para a coleta e, ao fim, entregou o vaso aberto, contrariando orientação recebida.

Gabigol recebeu a primeira notificação sobre a tentativa de fraude no dia 30 de maio daquele ano. Posteriormente, o então vice geral e jurídico do Flamengo, Rodrigo Dunshee, fez a primeira defesa do jogador. Na sequência, o clube contratou o advogado Bichara Neto para defender o jogador. O atacante sempre garantiu que não tentou fraudar o exame.