Presidente da Fifa, Gianni Infantino Foto: Geoff Caddick/AFP

Suíça - A Fifa divulgou o seu novo Código Disciplinar nesta quinta-feira (29). A resolução aprovada no último conselho da entidade máxima do futebol, neste mês, endurece as penas de racismo.
No novo documento, a multa mínima para casos de discriminação é 20 mil francos suíços (R$ 137 mil) e restrição de público. A pena máxima agora é de 5 milhões de francos suíços (R$ 34 milhões) e, em casos de reincidências, pode levar à expulsão de competições. As associações-membros terão até dia 31 de dezembro para se adequar.
Apesar da determinação em outro artigo de que nenhuma multa podem ultrapassar 1 milhão de francos suíços (R$ 6,8 milhões), as punições de discriminação e racismo possuem um caráter especial.
No artigo 15, que abrange "Discriminação e Racismo", é citado que o protocolo de comportamento do árbitro para sinalização de casos de racismo foi alterado. Antes, o juiz da partida ao sinalizar a discriminação deveria seguir os três passos: parar o jogo, depois suspender e, então, encerrar a partida. Agora, os atletas ou às pessoas do evento esportivo terão o direito de indicar o ato de racismo e o árbitro terá que aplicar o protocolo.
Em caso de episódios reincidentes, a nova conduta garante medidas de prevenção, como jogos sem público e dedução de pontos à rebaixamento ou expulsão de campeonatos. Além disso, a Fifa possui o direito de, em federações que ela entenda não seguir o novo código, apelar ao CAS (Corte arbitral do Esporte).
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, no Congresso da Fifa realizado em Assunção, no Paraguai, neste mês, declarou que trabalha esse assunto com prioridade da entidade e coopera com diferentes países e com a ONU. O objetivo é que racismo seja criminalizado em todos os países do mundo.
"Racismo não é só um problema para atacar no futebol, racismo é simplesmente um crime. E por isso estamos trabalhando com diferentes governos e com a ONU para ter certeza de que a luta contra o racismo esteja inserida na legislação criminal de cada país do mundo" – argumentou Gianni Infantino