Jogadores do Crystal Palace em WembleyDivulgação/X @CPFC
Clube inglês que tem Textor como um dos acionistas é excluído da Liga Europa
A Primeira Câmara do Órgão de Controle Financeiro de Clubes da Uefa confirmou a decisão nesta sexta-feira (11)
A Primeira Câmara do Órgão de Controle Financeiro de Clubes (CFCB) da Uefa decidiu, nesta sexta-feira (11), excluir o Crystal Palace da Liga Europa e admiti-lo na Liga Conferência. Isso acontece porque o Lyon também se classificou para jogar a competição continental. Os dois clubes fazem parte da Eagle Football Holdings, de John Textor.
O órgão abriu um processo contra o Crystal Palace e o Lyon por causa de um potencial conflito com a regra da propriedade multiclubes. Textor tem mais de 40% das ações do clube inglês e é o acionista majoritário do francês.
O CFCB concluiu que houve violação, mas o Crystal Palace pode recorrer à Corte Arbitral do Esporte (CAS). Segundo a BBC, o Nottingham Forest, que terminou a última edição do Campeonato Inglês em sétimo, ficaria com a vaga, caso o cenário não mude.
Como os times se classificaram?
O Crystal Palace conquistou a vaga para disputar a Liga Europa ao vencer a última edição da Copa da Inglaterra. Os Eagles bateram o Manchester City na grande final por 1 a 0, em Wembley.
Já o Lyon se classificação via Campeonato Francês. O time do técnico Paulo Fonseca terminou a competição em sexto, mas o título do PSG na Copa da França abriu mais uma vaga para a Liga Europa.
O clube francês, aliás, teve a vaga ameaçada porque chegou a ser rebaixado por problemas financeiros. No entanto, conseguiu reverter a situação, se manteve na primeira divisão do Campeonato Francês e vai jogar a Liga Europa.
Regulamento
O Artigo 5.01 do Regulamento de Competições de Clubes da Uefa diz que, "para garantir a integridade das competições" da entidade, "o clube deve ser capaz de provar que, em 1º de março de 2025," alguns critérios de propriedade multiclube foram atendidos.
Em junho deste ano, Textor chegou a um acordo com o empresário americano Woody Johnson para vender suas ações (44,9%) do Crystal Palace por 190 milhões de libras (R$ 1,4 bilhão na cotação da época). Para o negócio ser concretizado, ainda é necessário a aprovação da Premier League e da Super Liga Feminina.

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