Conor McGregorAFP
O tribunal de apelação, composto por três juízes, rejeitou todos os argumentos apresentados por McGregor, de 36 anos, que havia reportado novos elementos em março para proceder com o recurso.
Os advogados do ex-campeão que esteve ausente durante o veredito dado nesta quinta-feira, se basearam principalmente no que consideraram erros de procedimento durante a investigação e o julgamento em primeira instância.
Em novembro de 2024, o Tribunal Superior de Dublin condenou o atleta a pagar cerca de 248 mil euros (aproximadamente 1,58 milhão de reais) em reparação a danos e prejuízos a Nikita Hand, de 35 anos.
Na quinta-feira, Hand declarou aos jornalistas que o processo na apelação a havia "retraumatizado", mas que agora poderia "finalmente virar a página e tentar se curar".
"Quero dizer a todas as sobreviventes que sei o quão difícil é, mas por favor, não fiquem em silêncio, vocês merecem ser ouvidas, merecem obter justiça", insistiu.
Após a decisão inicial do tribunal, McGregor foi condenado a pagar totalmente os custos legais de Hand, estimados em 1,3 milhão de euros (cerca de R$ 8,3 milhões).
Apelidado de 'The Notorious', McGregor é uma das maiores estrelas mundiais do Ultimate Fighting Championship (UFC), a liga mais famosa e lucrativa das MMA.
Figura emblemática do movimento anti-imigração na Irlanda, McGregor foi recebido com honras em março na Casa Branca por Donald Trump por ocasião do Dia de São Patrício, padroeiro dos irlandeses, em 17 de março.
Ele é conhecido por seu temperamento agressivo e provocador, e também por suas declarações contra a imigração.
Em março, o atleta expressou sua intenção de se candidatar às eleições para a presidência da Irlanda, que serão realizadas em meados de novembro.
Uma candidatura mais honorífica que executiva, e que somente poderá ambicionar se superar uma série de obstáculos.

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